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ABDI planeja todas as Rotas do Açaí e investe R$ 8 mi em maquinário

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está planejando todas as Rotas do Açaí no Acre. Equipes multidisciplinares estão debruçadas não apenas no mapeamento, mas destrinchando os atuais gargalos do processo produtivo.


Sob orientação do Ministério da Agricultura, a agência contratou a mesma técnica e consultora do Sebrae responsável pela conquista do selo de Indicação Geográfica do “Açaí de Feijó”.


Integrantes de uma cooperativa de produtores estão passando por uma série de treinamentos e capacitações de maneira que tenham condições de gerenciar os recursos e gerenciar a futura indústria. É a cooperativa quem vai gerenciar tudo. O projeto industrial e o plano de negócios estão em fase de elaboração. O que já é possível assegurar é que a nova indústria de beneficiamento de açaí de Feijó já vai surgir com capacidade de exportar.


O Governo do Estado do Acre entrou com a doação do terreno. Tudo o mais é resultado da articulação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que aposta no cooperativismo para alavancar novamente a economia regional do Envira, fundamentada na cadeia produtiva do açaí.


A diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, quer a pesquisadora da Embrapa Acre Joana Leite integrando a equipe de planejamento da Indústria de Açaí de Feijó. A informação foi adiantada ao site pela própria diretora da ABDI.


“Vou fazer questão de procurá-la e, mais adiante, buscar envolvê-la no processo de industrialização da produção de açaí”, assegurou a diretora.


Em função das características da fruta de se estragar com muita rapidez, o planejamento prevê aquisição de equipamentos que oferecem mais segurança no processo de beneficiamento. “O projeto prevê a indústria com equipamentos de última geração, todos em inox, completamente automatizada para evitar contato direto com trabalhadores. Também inclui um barco frigorífico, um caminhão frigorífico e pequenos barcos que ficarão nas comunidades. Equipamentos como freezers e máquinas “batedoras” ficarão nas mãos dos atuais moradores da cidade que vivem de bater o açaí para vender. As reuniões nas comunidades já vêm acontecendo desde dezembro”, pontuou Perpétua Almeida.


Na semana passada, a ABDI enviou uma equipe de técnicos da agência federal e mais três pessoas do Acre (a presidente da cooperativa de Feijó, a técnica que está elaborando o projeto e uma terceira integrante) para passarem quatro dias no Pará, visitando indústrias de açaí. O Pará é o maior produtor e exportador de açaí do país.


A indústria de beneficiamento, com maquinário e os demais equipamentos ficarão nas mãos dos produtores, coletores e batedores. O investimento deve ultrapassar R$ 8 milhões. O recurso é integralmente da ABDI.


 


 


 


 


Fonte: ac24Agro


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