Um em quatro empresários de Rio Branco teme aumento de impostos

Foto: Sérgio Vale/ac24horas.com

O comércio da capital acreana inicia 2026 com otimismo moderado, mas permanece atento a fatores econômicos que podem influenciar diretamente as vendas: a nova reforma tributária e a alta taxa Selic. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto DataControl, ouviu 112 empresários e dirigentes comerciais da cidade em janeiro. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (02).


Em relação à reforma tributária do Governo Federal, 44% dos empresários acreditam que haverá continuidade sem mudanças significativas. Por outro lado, 23,3% temem que novos impostos pesem sobre o comércio local, enquanto 12,9% não demonstram preocupação.


A Selic elevada é outro fator que preocupa o setor. Para 22,9% dos entrevistados, a estratégia será evitar empréstimos bancários para capital de giro. A mesma porcentagem pretende minimizar financiamentos para investimentos fixos. Outros 6,8% admitem repassar os custos financeiros para os preços de venda, e 18,6% não demonstram preocupação com os efeitos da taxa. No entanto, 28,8% dos empresários afirmam não saber como equilibrar os custos da Selic com as operações comerciais, demonstrando incerteza diante do cenário econômico.


Apesar dessas preocupações, o comércio mantém expectativas positivas: 57,1% dos empresários acreditam em aumento das vendas no primeiro semestre de 2026, enquanto 33% esperam estabilidade e 9,8% preveem queda. Para alcançar melhores resultados, 22,6% planejam investir em promoções, 22% em mais propaganda e 21,4% na qualidade do estoque. Estratégias como preços mais baixos, maior prazo para clientes e concessão de crédito aparecem entre 7% e 17,9% das respostas.


Outros fatores que podem impactar o desempenho incluem a falta de dinheiro em circulação, citada por 32,2% dos entrevistados, a carga tributária (24,2%) e o endividamento da população (20,1%). O comércio online e informal também aparecem como risco, citados por 6,7% e 5,4%, respectivamente.


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