A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre deu provimento parcial ao recurso de apelação da defesa de Ardisson de Lima Leão, condenado por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. A pena, que ultrapassava 30 anos de reclusão, foi redefinida para 26 anos, 2 meses e 7 dias em regime fechado, além do pagamento de 40 dias-multa.
O crime ocorreu na madrugada de 15 de janeiro de 2024, no Conjunto Defesa Civil, na parte alta de Rio Branco. Conforme denúncia do Ministério Público e investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, a vítima Ray Charles Lima de Souza foi morta a golpes de faca após desentendimento relacionado a facção criminosa.
Segundo a acusação, Ardisson teria sido designado para recuperar um telefone roubado e, ao devolver o aparelho, cobrou uma taxa. A vítima teria comunicado o fato a integrantes da facção, o que motivou o conflito. Na data do crime, Ray Charles caminhava pela Rua Corinthians, após sair de um bar, quando foi atacado. Ele tentou correr para dentro do quintal da residência, mas foi alcançado e morto com várias perfurações.

