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Tendência de inversão do ciclo com menor abate de fêmeas dispara alerta

Rebanho bovino - 24/08/2007 (Foto: REUTERS/Enny Nuraheni)

O ano de 2026 tem a tendência de ser um ano de reposição de gado nos pastos acreanos. Ano passado, dos 664.455 animais abatidos no Acre, 57,07% foram fêmeas. A inversão natural do ciclo pecuário é consequência de um comportamento automático do produtor: segurar as fêmeas. Isso traz como consequência uma valorização do bezerro no mercado no curto prazo, sobretudo aqui no Acre, em função da grande saída promovida ano passado.


O cenário promissor para o produtor não encontra eco na rotina dos frigoríficos locais. Nesse início de ano, o cenário nas indústrias frigoríficas tem refletido a baixa oferta para abate. Semana passada, uma das quatro plantas industriais sifadas do Acre só abateu em dois dos cinco dias úteis. Nesta segunda (2), um dos maiores frigoríficos do Acre não vai abater por falta de gado. Já inicia a semana parado.


É bem verdade que há fatores sazonais pressionando para esse cenário de baixa oferta. O inverno amazônico é um deles. O aumento no volume de chuvas, geralmente, diminui o manejo do gado por parte do pecuarista. “Não vamos mexer com os bicho (sic) agora, não. Deixa isso quieto!”, costumam dizer.


Outro fator que explica esse cenário no início do ano é a grande saída de gado com mais de 400 Kg do Acre para serem abatidos em outros estados em 2025. Fazendo um recorte apenas dos animais com mais de 36 meses saídos do Acre entre agosto e dezembro, foram 173.368 animais. Para a pecuária local, esse é um movimento incomum.


A expectativa em relação ao preço da arroba também é outro fator que faz com que o produtor “dê uma segurada” nos animais no pasto.


Inverno, grande saída de animais já prontos para abate e especulação na busca de melhor preço de venda. São três fatores que integram o tripé que explica esse início de ano da indústria frigorífica local: abate 30 por cento a menos da capacidade diária e pulando dia de abate por causa da falta de boi.


 


 


 


Fonte:ac24Agro


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