O presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Acre, Gledson Pereira, confirmou nesta quinta-feira (26) que o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), está em Brasília em busca de apoio para viabilizar uma eventual candidatura ao governo do Estado em 2026.
A declaração foi dada ao ac24horas em meio às movimentações políticas que envolvem o nome do prefeito e a possibilidade de uma reconfiguração partidária no Acre. Atualmente, o PSDB integra a base do governo de Gladson Cameli, filiado ao Progressistas (PP), e também apoia a vice-governadora Mailza Assis (PP), que é pré-candidata ao Palácio Rio Branco.
“A gente é o último a saber”
Questionado sobre a possibilidade de Bocalom assumir o comando do PSDB no Acre ou se filiar à legenda, Gledson afirmou que a executiva estadual ainda não foi oficialmente informada sobre qualquer decisão.
“A gente é da estadual e é o último a saber das coisas, ficamos só esperando a expectativa do que vem de Brasília. Se ele assumir o partido, a gente se reúne pra saber quem fica, quem sai”, declarou.
Segundo ele, as definições estariam sendo tratadas diretamente na capital federal, sem diálogo prévio com a direção local. Nos bastidores, circula a informação de que o governo estadual não apoiaria a formação da chapa de deputados federais do PSDB, o que poderia abrir espaço para que Bocalom se vinculasse à sigla. Gledson, no entanto, negou qualquer comunicação oficial nesse sentido. “Não, não foi comunicado nada ainda para nós. Continuamos aguardando”, afirmou.
Ele também minimizou o fato de lideranças políticas negociarem diretamente em Brasília, sem passar pela executiva estadual. “Isso tem sido algo constante em algumas lideranças políticas do nosso Estado. Sempre quando precisam de um partido, ou queiram alguma coisa, já vão direto a Brasília. A pessoa dorme com o partido, acorda em outro porque ‘fulano pegou, porque fulano tem chance, porque fulano tem possibilidade de ganhar ou de sair governador’. Normal, tranquilo”, comentou.
Base governista, mas sem cargos
Apesar das incertezas, o dirigente reforçou que o PSDB segue formalmente na base do governo estadual, embora não ocupe cargos na administração. “O PSDB hoje não tem cargo no governo. O Minoru Kimpara é quem tem cargos por ter alcançado votação expressiva, mas o partido mesmo não tem”, disse, referindo-se ao ex-reitor da UFAC e atualmente presidente da Fundação Elias Mansour.
No interior do estado, segundo Gledson, os filiados aguardam as definições nacionais antes de qualquer posicionamento mais claro. “A princípio, todos eles ainda estão nessa indecisão no sentido do que vai acontecer em Brasília. Mas, sob a tendência, como por ser base, eles estão com a vice-governadora, com o governador Gladson Cameli”, pontuou.

