Petrobras se torna empresa com maior valor de mercado da América Latina

A Petrobras assumiu a liderança no ranking das empresas com maior valor de mercado na América Latina, com avaliação estimada em US$ 100,9 bilhões. O resultado foi confirmado após a brasileira adicionar US$ 26,3 bilhões desde o fim de 2025.


petroleira assume o lugar do Mercado Livre, que agora ocupa a terceira colocação, com valor de mercado de US$ 94,5 bilhões. A plataforma de e-commerce argentina reinava como empresa de capital aberto da América Latina desde agosto de 2024, quando havia substituído justamente a Petrobras.


Desde o fim do ano passado, o Mercado Livre perdeu US$ 7,6 bilhões.


Os dados são da consultoria Elos Ayta, com base no fechamento das ações desta segunda-feira (23).


segunda posição do pódio é do Itaú, que alcançou US$ 97,7 bilhões até o fechamento da véspera, soma de US$ 22,1 bilhões em menos de dois meses.


“O movimento marca uma inflexão clara no eixo de valor da região. Se nos últimos anos a narrativa dominante apontava para a supremacia das plataformas digitais, o início de 2026 mostra uma volta, ainda que parcial, ao protagonismo dos setores tradicionais, especialmente energia e sistema financeiro”, avalia Einar Ribeiro, CEO da Elos Ayta.


O ranking mostra a hegemonia brasileira entre as empresas mais valiosas da América Latina.


1,Petrobras – US$ 100,8 bi


2.Itaú Unibanco – US$ 97,7 bi


3.Mercado Livre – US$ 94,5 bi


4.Grupo México – US$ 92,6 bi


5.Nu Holdings – US$ 78 bi


6.BTG Pactual – US$ 74,1 bi


7.Vale – US$ 72,2 bi


8.América Móvil –  US$ 71,9 bi


9.Walmart de México – US$ 57,6 bi


1o.Ambev – US$ 48,9 bi


Cinco das dez maiores companhias são do país, BTG Pactual, Vale e Ambev completam a lista, além da Nu Holdings, sediada nas Ilhas Cayman, mas operacionalmente brasileira.


México aparece com três representantes (Grupo México, América Móvil e Walmart de México), enquanto a Argentina mantém apenas o Mercado Livre.


Segundo Ribeiro, a dominância verde e amarela no ranking reflete o câmbio positivo ao Brasil, com desvalorização de 6,16% do dólar em 2026.


“Mais do que uma troca de posições, o episódio sugere uma reprecificação estrutural, um lembrete de que, na América Latina, ciclos de commodities, bancos e câmbio continuam tendo peso suficiente para redesenhar rapidamente o mapa de poder corporativo”, disse o CEO da Elos Ayta.


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