O homem que teria sequestrado e matado a própria filha, de 17 anos, foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por sequestro qualificado, feminicídio majorado e ocultação de cadáver. O corpo de Isabela Miranda Borck foi encontrado em 16 de janeiro, em uma área rural de Caraá, no Rio Grande do Sul, após ficar 45 dias desaparecida.
Conforme a denúncia do MP, na madrugada de 30 de dezembro de 2025, em Itajaí (SC), a adolescente foi retirada de casa à força pelo acusado. O homem teria utilizado um dispositivo de eletrochoque para ameaçar a vítima, colocá-la em um veículo e levá-la ao local do crime, em uma região rural do município catarinense.
Depois de assassiná-la, a denúncia aponta que o acusado viajou até Caraá, no Rio Grande do Sul, com o corpo da filha. Ele teria ocultado o cadáver em uma valeta em área de mata fechada, em um sítio de propriedade dele.
Após o início das buscas, o homem fugiu e foi preso em Maracaju (MS).
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De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por vingança, após o suspeito ser condenado pelo estupro da filha. A denúncia aponta também o emprego de meio cruel e de recursos que dificultaram a defesa da vítima, como a imobilização com abraçadeiras plásticas e a utilização de fita adesiva.
O MP requereu a submissão do réu a julgamento pelo Tribunal do Júri e a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima, a título de reparação pelos danos causados.

