O Acre registrou um crescimento acumulado de 431,82% nas mortes a esclarecer sem indícios de crime entre 2020 e 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O salto expressivo evidencia que o número de óbitos sem causa criminal definida mais que quadruplicou no período, transformando o indicador em um dos pontos mais sensíveis da segurança pública estadual.
Em 2020, o estado contabilizou 22 vítimas. No ano seguinte, 2021, houve retração para oito registros, mas a partir de 2022 inicia-se uma escalada contínua: 57 casos naquele ano, 87 em 2023 e 111 em 2024. O movimento culmina em 2025, com 117 mortes a esclarecer, o maior número da série histórica recente e responsável por consolidar o crescimento acumulado superior a 430% em cinco anos.
2025 concentra o pico da série
Somente em 2025, o Acre apresentou taxa de 13,23 mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, indicador considerado elevado para o padrão estadual e regional. Do total de vítimas no ano, 93 eram homens, 19 mulheres e cinco registros não tiveram o sexo informado, mantendo o predomínio masculino nesse tipo de ocorrência.
A distribuição ao longo do ano foi relativamente homogênea, com registros em todos os meses, mas janeiro e dezembro figuraram entre os períodos com maior número de casos, enquanto setembro apresentou o menor volume.
Capital concentra maioria dos casos
O detalhamento por município em 2025 mostra forte concentração na capital. Rio Branco lidera com 71 mortes a esclarecer, o equivalente a mais de 60% de todas as ocorrências do estado no ano. Em seguida aparecem Senador Guiomard, com 7 registros, e Brasiléia, Feijó e Tarauacá, com 5 casos cada.
Na sequência, Cruzeiro do Sul e Porto Acre registraram quatro ocorrências, enquanto Xapuri teve três. Municípios como Sena Madureira e casos classificados como “Não se aplica/Não informado” somaram dois registros cada. Já Acrelândia, Assis Brasil, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano e Plácido de Castro tiveram um caso em 2025. Em Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus, não houve registros no ano.


