Nicolau Júnior sela apoio à Mailza Assis e declara pré-candidatura para reeleição

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Nicolau Júnior (PP), confirmou ao ac24horas nesta terça-feira (3), que será candidato à reeleição em 2026 e descartou qualquer plano alternativo dentro do chamado “jogo do tabuleiro” político que deve se intensificar nos próximos meses no Estado.


Questionado sobre seus planos eleitorais, já que chegou a ser cogitado como candidato ao governo, Nicolau foi direto. “Não, eu sou candidato à reeleição. Faço parte do Partido Progressista, faço parte do governo, faço parte do grupo político, então vou novamente disputar a reeleição”, afirmou, ao reforçar seu alinhamento partidário e político.


Ao falar sobre o desafio de renovar o mandato, o presidente da Aleac reconheceu as dificuldades impostas pelo crivo popular. “Reeleição é reeleição, não é fácil. Quem é candidato tem que trabalhar bastante, porque o povo quer que o político realmente cumpra durante esses quatro anos de mandato”, disse. Nicolau sustentou que sua atuação nos últimos anos será o principal argumento junto ao eleitorado. “Tenho certeza que, durante esses três anos, iniciando o quarto agora, andei muito no Estado, trabalhei muito e fiquei muito próximo da população. Então vamos para a reeleição.”


A entrevista avançou para o cenário mais amplo da disputa ao governo do Estado e as tensões dentro do campo governista. Nicolau reafirmou apoio à candidatura da vice-governadora Mailza Assis, mesmo diante da pré-candidatura lançada pelo prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que até então integrava o mesmo arco político.


Para o presidente da Assembleia, o processo eleitoral tende a provocar rearranjos naturais. “A eleição muda muito. Nós temos a nossa candidata definida, que é a vice-governadora Mailza, que vai assumir o governo. O Progressista tem a candidatura dele e vai brigar pela candidatura dele”, avaliou.


Nicolau procurou relativizar a leitura de rompimento político e destacou as particularidades do Acre. “O Acre é um Estado pequeno. Não é porque você vai tirar uma foto que você vai estar apoiando um candidato”, afirmou. Ele lembrou que o ambiente político local favorece interpretações precipitadas. “É um Estado que só tem 22 municípios, todo mundo se conhece, isso complica mais um pouco”, concluiu.


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