O empresário Abrahão Felício Neto foi preso durante a Operação Regresso, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco-AC), nesta quarta-feira (11) contra o tráfico de drogas. Ele é neto do fundador do Grupo Miragina.
A polícia informou que a empresa não é alvo da operação, contudo, cumpriu diligências na sede da Miragina nesta quarta. Foram cumpridos ainda cinco mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão contra investigados por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ainda conforme as investigações, Abrahão ‘se utilizou indevidamente da estrutura da empresa para a prática dos ilícitos investigados. Ao g1,
A Justiça também autorizou, no âmbito da Operação Regresso, o bloqueio de bens e valores de até R$ 5 milhões.
As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco e são cumpridas na capital e em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, além de Aracaju (SE).
Durante a ação, a polícia prendeu três pessoas por posse ilegal de arma de fogo, sendo duas em Rio Branco e outra em Cruzeiro do Sul, apreendeu cinco veículos e apreendeu R$ 8 em dinheiro.
Investigações
Segundo as investigações conduzidas pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal, o grupo atuaria de maneira estruturada no envio de drogas para outros estados.
Ao longo da apuração, foram identificados ao menos cinco episódios relacionados ao tráfico, que resultaram na apreensão de, aproximadamente, 350 quilos de cocaína no Acre, Pará e Goiás.
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Polícia Federal (PF-AC) em Rio Branco — Foto: Aline Pontes/Rede Amazônica
“Um dos líderes do grupo investigado, oriundo de uma conhecida família acreana, exercia papel central na coordenação das atividades ilícitas, articulando negociações e logística para o transporte das drogas”, afirmou o delegado Rodrigo Muniz.
A investigação também apura a utilização de mecanismos para ocultação de patrimônio, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.
Os suspeitos poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
‘Biscoitos recheados’
Nota na íntegra da defesa
A Miragina S/A Indústria e Comércio vem a público esclarecer informações veiculadas acerca da “Operação Regresso”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11).
Diante das notícias que circulam, a Miragina S/A destaca que não é alvo, direta ou indiretamente, da referida operação policial. Não é parte investigada, não é mencionada no inquérito, e não é alvo de qualquer ordem judicial.
Apesar de ter comparecido à sede da empresa na manhã de hoje, a Polícia Federal não realizou qualquer de diligência em desfavor da empresa, que mantém suas atividades regulares e preza pela transparência e conformidade legal em todas as suas operações.
Dentre as diversas pessoas investigadas, do que se pode conhecer, a operação menciona uma pessoa ligada a uma das acionistas. Esta pessoa, contudo, não possui qualquer participação, cargo de direção ou vínculo administrativo ou trabalhista com a Miragina S/A.
Até o presente momento, os autos processuais encontram-se sob sigilo de justiça. Por esta razão, a empresa e sua defesa técnica estão impossibilitadas de prestar maiores detalhes sobre o conteúdo da investigação.
Por fim, a Miragina S/A reafirma seu compromisso histórico com o desenvolvimento do Acre e com a ética que pauta sua atuação há décadas, permanecendo à disposição para eventuais esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
Miragina S/A Indústria e Comércio
R/P Gilliard Nobre Rocha
OAB/AC 2.833 | OAB/RO 4.864
Fonte: G1 Acre


