O Ministério Público Federal (MPF) arquivou um pedido de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por supostos crimes cometidos durante a pandemia, como genocídio, e por uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), por ausência de provas.
O processo, movido por meio de denúncia na Sala de Atendimento ao Cidadão, acusava a família Bolsonaro de tráfico de drogas, envolvimento com milícias, corrupção, envenenamento de autoridades, perseguição política e atentado à ordem democrática.
Para o MPF, a manifestação enviada tinha caráter opinativo, com críticas ao governo e avaliações morais sobre a conduta de Bolsonaro e de seus filhos, o que não configura prova.
“Da análise dos autos, verifica este órgão que não subsiste motivo para a instauração de persecução penal em razão dos fatos, tendo em vista que as informações apresentadas são inespecíficas e genéricas”, destaca trecho da decisão assinada pela procuradora da República Luciana Furtado de Moraes em 23 de janeiro.
Com o arquivamento do caso, o denunciante terá dez dias para apresentar recurso.


