O ac24horas esteve na manhã desta quarta-feira, 25, na ponte que liga os municípios de Brasileia e Epitaciolandia para ouvir moradores e trabalhadores que utilizam diariamente a estrutura. Durante o horário de maior movimento, motoristas e pedestres relataram dificuldades, atrasos e riscos constantes na travessia.
Segundo usuários da ponte, o trânsito fica lento principalmente nos horários de pico, quando o fluxo aumenta nos dois sentidos. Uma trabalhadora afirmou que o congestionamento interfere diretamente na rotina de quem precisa atravessar todos os dias.

Foto: screenshot
“Em horário de pico é difícil. Ninguém consegue passar. É cansativo porque a gente trabalha e acaba chegando atrasada. Tem que sair de casa mais cedo, dependendo do dia até meia hora antes”, relatou.
A principal reivindicação dos moradores é a construção de uma nova ponte. Para muitos entrevistados, a atual estrutura já não atende à demanda da região. “Precisamos de uma ponte nova urgente. A gente passa mais de uma hora esperando na fila. Quase todo dia chego atrasada por causa da ponte”, disse outra moradora.

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Alguns entrevistados defenderam a construção de uma ponte com duas pistas para reduzir congestionamentos e acidentes. “Uma mão dupla seria muito bom, porque já aconteceram acidentes por causa de ultrapassagens”, comentou um morador.
Outros ressaltaram que a prioridade deve ser a segurança. “Eu não penso em beleza. Penso em uma ponte com segurança, somente”, declarou uma entrevistada.
A equipe registrou ainda situações de risco no local. Mesmo com o semáforo fechado, veículos continuam atravessando a ponte. Motociclistas e ciclistas dividem espaço em uma estrutura considerada estreita e com partes danificadas.
Uma moradora relatou quedas provocadas por buracos na passagem. “Já caí duas vezes aqui nesse buraco. Tem que segurar o menino no braço para conseguir passar.” A travessia apresenta trechos danificados e pontos que exigem atenção redobrada. Moradores afirmam que já ocorreram acidentes, inclusive envolvendo crianças.
A ponte foi construída em 1986, durante o governo de Nabor Junior, e hoje é considerada estratégica para a mobilidade regional, o acesso à fronteira com a Bolivia e a ligação com municípios do Alto Acre e com Assis Brasil.