O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta segunda-feira (9), a postura de Jair Bolsonaro e de outros ex-presidentes da República que, segundo ele, teriam preterido estados e regiões onde foram derrotados nas urnas.
“No governo passado, os estados do Nordeste que não estavam do lado do presidente [Jair Bolsonaro] não receberam um centavo de ajuda para nada, e pode ter certeza que eu estou colocando mais dinheiro no estado de São Paulo que qualquer presidente deles [prefeitos do estado] já colocaram”, disse Lula durante cerimônia do anúncio da aquisição do prédio que abrigará o campus do Novo Instituto Federal de Mauá e da entrega de 37 ambulâncias.
“No governo passado, os estados do Nordeste que não estavam do lado do presidente [Jair Bolsonaro] não receberam um centavo de ajuda para nada. E pode ter certeza de que eu estou colocando mais dinheiro no estado de São Paulo do que qualquer presidente deles [prefeitos do estado] já colocou”, disse Lula durante evento em Mauá (SP).
“Só para vocês terem ideia, aqui tem dois prefeitos que são do PL, o maior inimigo nosso na Câmara. Mesmo assim, vocês estão recebendo ambulância porque vocês foram eleitos, e eu respeito o voto da cidade de vocês”, disse.
Em seguida, o presidente reforçou que, após ter sido eleito para o terceiro mandato, se reuniu com governadores e prefeitos para ouvir demandas dos estados e concluir obras em andamento.
“Quando se é presidente no Brasil, não se tem o direito de ser mesquinho, de ser pequeno. Em janeiro de 2023, eu chamei todos os governadores para questionar sobre obras de infraestrutura e colocar no PAC. Se todos os presidentes da República fizessem assim, teríamos muito menos problemas”, afirmou.
Agenda no estado
Mais cedo, Lula participou de evento no Instituto Butantan, onde defendeu o investimento federal independentemente de o estado ser governado pela oposição, sob comando do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O petista afirmou não fazer política “perguntando que time a pessoa torce” e disse que ajudar o Butantan é “a primazia de dizer que a gente está ajudando 215 milhões de almas que vivem nesse país e precisam que o Estado brasileiro exista”.
No evento, Lula anunciou que o Butantan investirá R$ 1,8 bilhão para ampliar e modernizar sua capacidade de produção de vacinas e soros. Cerca de R$ 1,4 bilhão virá do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e o restante será aportado pelo próprio instituto.
Os principais focos são uma nova plataforma de produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA), com aporte de R$ 76,1 milhões do Ministério da Saúde, e a construção de uma fábrica para produzir imunizantes contra o papilomavírus humano (HPV), com R$ 495,9 milhões destinados pelo governo federal.


