Justiça quebra sigilo de faccionados e determina uso de tornozeleira no AC

A Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico e telemático de integrantes de organização criminosa presos durante uma operação policial em Assis Brasil, município localizado na região da tríplice fronteira. A decisão atende a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAEC), do Ministério Público do Acre (MPAC).


Garantias, que autorizou a realização de perícias nos aparelhos celulares apreendidos durante a ação policial. A análise permitirá a extração de dados e arquivos que podem contribuir com o avanço das investigações sobre atuação do crime organizado.


Entre os investigados está Denis Oliveira da Silva, conhecido como “Chico”, apontado como uma das principais lideranças criminosas de Assis Brasil. Também são alvos da decisão Wesley Santa do Nascimento e Luiz Neto Rodrigues. Os três foram presos em outubro do ano passado junto com outras três pessoas, durante operação da Polícia Civil voltada ao combate de facções na fronteira.


Além da quebra de sigilo, o magistrado autorizou o desmembramento do processo em relação ao crime de participação em organização criminosa. O MPAC justificou o pedido com a necessidade de mais tempo para análise das provas e do volume de material apreendido.


Na mesma decisão, o juiz reavaliou as prisões preventivas e determinou a revogação das detenções dos acusados. Como alternativa, aplicou medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico por tornozeleira.


Segundo informações do caso, no momento das prisões os principais investigados portavam armas, dinheiro e materiais que indicavam vínculo com organizações criminosas.


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