A Justiça de São Paulo designou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio materno, Miguel Abdalla Neto, morto em janeiro deste ano. A informação foi divulgada pela defesa de Silvia Magnani, que se apresenta como ex-companheira do empresário e disputa judicialmente a herança. As informações foram confirmadas à imprensa pela CNN Brasil.
Com a nomeação, Suzane passa a ser a responsável legal pela administração, representação e preservação do conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido, enquanto o processo de inventário segue em tramitação.
Segundo os advogados, Silvia teria mantido uma união estável com Miguel Abdalla Neto por mais de dez anos, o que, se reconhecido judicialmente, pode alterar a ordem de sucessão e a própria gestão do espólio.
Os advogados sustentam que a nomeação de Suzane ocorreu antes do encerramento do prazo para apresentação de provas da relação estável, o que consideram precipitado do ponto de vista processual.
No curso da disputa, a defesa de Silvia também levantou objeções à escolha de Suzane como inventariante, citando o histórico penal da nomeada e apontando supostos atos praticados após a morte do empresário.
Entre eles, estariam intervenções no imóvel localizado no bairro do Campo Belo, em São Paulo, e a retirada de um veículo sem autorização judicial prévia.
Esses episódios são apresentados pelos advogados de Silvia como indícios de risco à administração imparcial do patrimônio, argumento usado para tentar reverter a decisão.
Versão apresentada por Suzane
A defesa de Suzane von Richthofen, por sua vez, afirma que as medidas adotadas na residência do tio tiveram caráter pontual e visaram exclusivamente à preservação dos bens.
Segundo os advogados, o imóvel teria sido alvo de invasões e furtos logo após a divulgação do falecimento, com desaparecimento de dinheiro, móveis e documentos.
No caso do veículo mencionado no processo, a defesa sustenta que ele foi transferido para um local seguro, permanecendo sob guarda até definição judicial.
A disputa sucessória segue em curso e ainda pode sofrer alterações, dependendo do reconhecimento ou não da união estável alegada por Silvia Magnani e da análise de eventuais recursos contra a nomeação. Até nova deliberação judicial, Suzane permanece responsável pela gestão do espólio de Miguel Abdalla Neto.


