A primeira-dama Janja da Silva alegou ter desistido de participar do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para evitar perseguição à escola e ao próprio marido, embora visse segurança jurídica suficiente.
Ela era aguardada no último carro, mas, de última hora, foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
Janja então acompanhou, de um camarote na Marquês de Sapucaí e junto com o presidente, a apresentação do enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil“.
Antes do desfile, a primeira-dama foi à concentração cumprimentar integrantes da escola.
“Mesmo com toda segurança jurídica de que a primeira-dama, Janja Lula da Silva, poderia desfilar, diante da possibilidade de perseguição à escola e ao presidente Lula por receber uma das maiores honrarias que um brasileiro pode ter, que é ser homenageado por uma escola de samba, Janja optou por não desfilar para estar ao lado da pessoa que ela mais ama na vida”, diz a nota enviada pela equipe da primeira-dama.
Janja ainda disse que a Acadêmicos de Niterói foi “extremamente corajosa” em levar a homenagem ao presidente Lula para a Sapucaí.
“Durante a concentração, desceu para apoiar a Acadêmicos de Niterói, essa escola de samba que foi extremamente corajosa em enfrentar tudo e todos para levar esse enredo e esse desfile para a avenida, e depois subiu para assistir à homenagem ao lado do presidente Lula. Essa noite foi uma noite de celebração à cultura brasileira, ao presidente Lula e ao maior espetáculo da terra, que é o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro”, completa o comunicado.
A participação da primeira-dama no desfile gerava divisão entre integrantes do governo, que avaliam que a presença dela aumentava o risco jurídico e eleitoral para o presidente Lula em ano eleitoral.
Tanto o governo quanto o PT emitiram uma série de recomendações para evitar questionamentos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre propaganda eleitoral antecipada.