O Acre continua com níveis elevados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o último Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (26). Além do estado acreano, Rondônia e Roraima também permanecem em alerta devido ao aumento de infecções respiratórias graves.
Em Rio Branco, a principal preocupação é o vírus sincicial respiratório (VSR), que segue em alta, especialmente entre crianças pequenas. Já o influenza A, que também provoca SRAG, apresenta sinais de redução nos casos no estado. Apesar da incidência elevada, a capital acreana não registra tendência de crescimento no longo prazo.
O boletim, referente ao período de 15 a 21 de fevereiro, aponta que Rondônia apresenta aumento expressivo de influenza A, atingindo principalmente jovens e adultos, enquanto Roraima mantém alta do VSR. Outras capitais em alerta são Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO), com aumento concentrado em crianças de até 2 anos em Porto Velho e nas faixas etárias de 2 a 4 anos e 15 a 49 anos em Boa Vista.
No Brasil, em 2026, foram registrados 8.218 casos de SRAG, sendo 2.566 confirmados laboratorialmente para algum vírus respiratório. Entre eles, 34,6% são rinovírus, 19,2% influenza A, 1,9% influenza B, 20% Sars-CoV-2 e 12,5% VSR.