Fiat admite reduzir velocidade de seus carros para deixá-los mais baratos

foto: ascom 1
Fiat Grande Panda italiano em sua versão básica, como "Uno Mille" Foto: Motor 1 / Guia do Carro

A Fiat avalia a possibilidade de remover os recursos de ADAS (assistências à condução com tecnologias semiautônomas) como estratégia para reduzir o preço de seus veículos na Europa. A informação foi divulgada por Olivier François, CEO da fabricante, em entrevista à revista britânica Autocar.


Sem esses sistemas, a montadora pretende estabelecer limites para a velocidade máxima de seus modelos compactos em até 117 km/h, como forma de preservar a segurança. A ideia é mantê-los mais como automóveis de circulação em ambientes urbanos.


Entre os veículos citados estão o Fiat 500 e o Grande Panda, que no Brasil será comercializado como Novo Argo. Até o momento, ainda não há confirmação nem data definida para uma eventual implementação dessa medida.


“Tenho dificuldade em entender por que precisamos instalar todo esse hardware caro (sensores, câmeras, etc.). Tudo isso contribuiu para aumentar o preço médio de um carro urbano em 60% nos últimos cinco ou seis anos. Não acho que os carros urbanos de 2018 ou 2019 sejam extremamente perigosos “, afirma.


“Equipar esses carros com sistemas ADAS caros que oferecem pouco benefício real aos motoristas, considerando seu uso predominantemente urbano, aumenta desnecessariamente o preço final pago pelo comprador”, finaliza o executivo.


O que é o ADAS


A denominação ADAS vem do inglês Advanced Driver-Assistance System e se refere ao conjunto de tecnologias de assistência ao condutor.


Esses sistemas utilizam câmeras, radares e outros dispositivos capazes de captar imagens, calcular distâncias e trajetórias e monitorar o entorno do veículo em tempo real, auxiliando na prevenção de acidentes e na redução de riscos.


Apesar da indústria caminhar para que os carros passem a adotar cada vez mais tecnologias que muitos chamam de “babás eletrônicas” dos motoristas, a fala do executivo da Fiat sugere que esse pode não ser o único caminho considerado pelas marcas.


Isso pode sinalizar que, em alguns casos, as fabricantes podem acabar preferindo focar mais em – por exemplo – soluções mecânicas e formas menos elaboradas para a configuração dos carros.


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