Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro depõe no Congresso após o Carnaval

O controlador do Banco MasterDaniel Vorcaro, protagonista da maior fraude financeira na história do país, deve prestar dois depoimentos em Brasília após o Carnaval. O empresário falará nos dias 24 e 26 de fevereiro em diferentes comissões do Congresso Nacional.


O primeiro depoimento ocorrerá na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A convocação foi aprovada na última semana no âmbito de uma subcomissão que apura a atuação do Banco Master. Os parlamentares buscam esclarecimentos sobre possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.


Dois dias depois, em 26 de fevereiro, Vorcaro será ouvido pela CPMI do INSS. O colegiado investiga contratos de empréstimos consignados supostamente irregulares que envolvem beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social. A atuação da CPMI está restrita às denúncias relacionadas a descontos indevidos nas contas de aposentados e pensionistas.


Em outra frente, um pedido para criação de uma CPMI exclusiva para investigar o Banco Master foi protocolado no Congresso no início do mês – a instalação ainda depende de leitura do requerimento em sessão conjunta. Caso a comissão seja criada, o Daniel Vorcaro poderá ser novamente convocado.


O baqueiro já prestou depoimento à Polícia Federal no fim de dezembro de 2025, no inquérito que apura fraudes financeiras e práticas irregulares ligadas ao Banco Master. À época, ele negou que o banco tenha cometido fraudes e afirmou que pretendia “restabelecer a verdade” e que “não era para ter liquidado” o Master.


Dias Toffoli no centro das investigações

As investigações sobre as fraudes no Banco Master tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sob a relatoria do ministro André Mendonça, após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso.


Polícia Federal pediu a suspeição do ministro do STF Dias Toffoli no caso do banco Master. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro colocaram o magistrado no centro da investigação. O material indicaria possíveis vínculos financeiros entre o empresário e Toffoli, incluindo negociações de um empreendimento imobiliário no Paraná.


Com as revelações, cresceram os questionamentos sobre a atuação do ministro no inquérito. Desde que assumiu o caso, em dezembro, Toffoli havia determinado o sigilo da investigação, limitado o acesso da Polícia Federal às provas e adotado medidas consideradas atípicas.


A PF apura se o ministro teria sido sócio de um hotel ligado a fundos do grupo de Vorcaro e se recebeu valores pela venda da participação, o que pode caracterizar eventual conflito de interesses.


O magistrado também enfrenta quatro pedidos de impeachment no Senado desde o início das investigações.


 


 


 


 


 


 


 


 


Fonte: RIC.COM.BR


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