Após acumular baixa de 4,39% em janeiro, o dólar fechou a segunda-feira próximo da estabilidade no Brasil, mas novamente acima dos R$5,25, com alguns investidores realizando os lucros recentes, enquanto no exterior a moeda norte-americana teve perdas firmes ante pares do real como o peso chileno e o peso mexicano.
No Brasil, destaque para o retorno dos trabalhos no Congresso e no Supremo Tribunal Federal (STF), que recolocam Brasília no centro das atenções.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,18%, aos R$ 5,2577. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,21%.
Às 17h07, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,06% na B3, aos R$2875.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,257
- Venda: R$ 5,257
O que aconteceu com dólar hoje?
Na sexta-feira, o dólar fechou cotado a R$5,2481, em alta de 1,04%, impulsionado pela disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês e pelo avanço firme da moeda no exterior, após a indicação do ex-diretor do Federal Reserve Kevin Warsh para comandar o banco central norte-americano.
“A dinâmica eleitoral nos Estados Unidos também começa a entrar no radar porque o Trump pode vir a perder uma das casas nas midterms que deixaria bem enfraquecido. Então o Trump tem governado pelo menos os dois anos com a única resistência ao seu poder sendo o Jerome Powell no sentido de que tinha uma atuação independente”, diz Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos.
Nesta manhã de segunda-feira, o dólar mostra maior acomodação no exterior, recuando ante boa parte das divisas de exportadores de emergentes e exportadores de commodities, como o peso mexicano e o peso chileno.
O movimento ocorre em meio à queda de mais de 1% do minério de ferro na China e do recuo de mais de 4% do petróleo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Irã estava “conversando seriamente” com Washington, sinalizando uma redução das tensões entre os dois países.
No boletim Focus divulgado mais cedo, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,50, enquanto a expectativa para a taxa básica Selic permaneceu em 12,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 15%, mas o mercado vem precificando que o Banco Central iniciará em março o ciclo de cortes da taxa.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.
“O movimento de alta das bolsas americanas contribuiu para o desempenho da divisa brasileira ao criar um ambiente mais favorável ao risco, refletido na menor busca por proteção — evidenciada pela queda do ouro e recuo de cerca de 5% do VIX. Além disso, o petróleo, que vinha acumulando prêmio de risco geopolítico, recuou na sessão de hoje, aliviando pressões adicionais sobre ativos de risco”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.


