O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira (3), após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, mas por outro pelas especulações sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central, assim como publicação da ata do último encontro do Copom.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$ 5,25. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%. Às 17h12, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,27% na B3, aos R$5,2775.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,249
- Venda: R$ 5,250
O que aconteceu com dólar hoje?
A sessão até o momento é marcada pela queda quase generalizada do dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.
“A terça-feira teve inicio com o dólar novamente perdendo valor frente às moedas emergentes, em um ambiente com leve tendência de apetite por ativos de risco”, resumiu Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, em comentário escrito.
No Brasil, o câmbio acompanha esta tendência e o dólar se mantém em baixa ante o real com a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e Haddad no radar dos investidores.
Na ata, divulgada antes da abertura do mercado, o Copom defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.
Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dúvida é se o primeiro corte será de 25 ou de 50 pontos-base.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.
Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe Nomad, o tom da ata reforça que a trajetória dos juros é de queda, estimulando a tomada de bolsa no país enquanto o diferencial de juros permanece consideravelmente elevado, sem afetar o carry trade.
Já Haddad afirmou em entrevista à BandNews FM que levou à consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para assumirem as duas diretorias vagas do Banco Central — a de Política Econômica e a de Organização do Sistema Financeiro e Resolução.
O nome de Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, já vinha circulando nos últimos dias. Na segunda-feira, a possibilidade de o economista ocupar a Diretoria de Política Econômica se traduziu na alta das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).


