Deputados do PL e PT trocaram ofensas durante sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta quinta-feira (5). O bate-boca envolveu os deputados Mauricio Marcon (PL-RS) e Rogério Correia (PT-MG).
O bate-boca começou após Marcon criticar uma publicação do deputado petista com uma imagem criada por inteligência artificial em que apareciam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto.
“Vou citar o nome do deputado: o deputado Rogério Correia, o deputado fake news, para que ele possa usar o art. 14 [tempo de direito de resposta] e dizer para todo o país o porquê que ele produziu uma peça fake, produzida por inteligência artificial”, disse.
Marcon também reclamou de ter sido bloqueado nas redes sociais de Correia. “É um leão aqui, uma águia, incomoda todo mundo, mas chega a hora, de nós debatermos no Twitter, e ele vai lá e bloqueia”, disse.
Em seguida, em tempo concedido como direito de resposta por ter sido citado diretamente, o deputado petista afirmou iria desbloquear Marcon e o chamou de “hiena”.
“É fake news que eu produzi foto com o Vorcaro, mais Campos Neto, mais Bolsonaro. Essa foto está viralizada por todas as redes e todo mundo viu isso antes de eu reproduzir. Segundo, se o deputado ficou tão sentido porque eu o bloqueei, eu vou desbloquear”, afirmou o petista.
E acrescentou: “Eu vou desbloquear […] e aguentar essa voz rouca de tanto falar mentiras e fake news contra o governo do presidente Lula e que ri como hiena, que ri da própria desgraça, inclusive da prisão do Bolsonaro na Papudinha. Continue rindo, deputado hiena, da sua própria desgraça”, disse.
Na sequência, os dois parlamentares seguiram a troca de insultos chamando um ao outro de “mentiroso”. Em intervenção durante o bate-boca, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu silêncio mais de uma vez até restabelecer a ordem.
A discussão ocorreu nesta manhã durante falas iniciais dos parlamentares, antes das votações e do depoimento de Gilberto Waller Júnior, atual presidente do INSS.


