O deputado estadual Afonso Fernandes (Solidariedade) tomou posse na manhã desta quarta-feira, 25, como presidente do Parlamento Amazônico, durante cerimônia realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Acre, em Rio Branco (AC). O biênio 2026-2027 marca o início da nova gestão que promete fortalecer a integração regional e dar maior protagonismo ao Acre.
Em entrevista ao repórter do ac24horas, David Medeiros, Fernandes destacou a importância da posição para o estado. “Não tenho dúvidas disso, David. Assumir a presidência do Parlamento Amazônico, que eu conheço um pouco de perto, que já estou há três anos na executiva, é realmente trazer protagonismo para o Acre e para os outros estados. Mas, como acriano que sou, essa é uma missão que eu encaro com muita determinação”, afirmou.

Foto: Sérgio Vale
O deputado citou como prioridade histórica a melhoria da BR-364, essencial para a mobilidade no Acre e para evitar o êxodo de famílias em busca de oportunidades em outros estados: “Hoje, praticamente os irmãos que moram no Juruá, os irmãos que moram na região do Tarauacá e Envira estão isolados. Se quisermos realmente não vermos mais o êxodo que tem acontecendo no Acre, precisamos resolver o problema da BR-364. Com isso, poderemos pensar no desenvolvimento do Estado como todo, de ponta a ponta, de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo”, acrescentou.
Fernandes também ressaltou a importância da integração da bancada estadual com os demais estados da região. “Agora, eu preciso resolver um outro problema, que é a unificação, a união, tanto da bancada acrwana como a bancada que acompanha o Parlamento Amazônico. Se tivermos esse entendimento, vamos conseguir resolver esses problemas”, completou.
A eleição que definiu a mesa diretora do Parlamento Amazônico ocorreu em 3 de dezembro de 2025, na cidade de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, durante a 29ª conferência da União Nacional dos Legislativos e Legisladores Estaduais (Unale).

Foto: Sérgio Vale
O deputado estadual Nicolau Júnior, presidente da Aleac, destacou a relevância da presidência para o Acre. “O Parlamento Amazônico já existe há muito tempo, e claro que é importante ter um deputado do nosso estado, porque é no Parlamento onde se debatem todos os problemas da Amazônia e da região Norte. O Acre tem muitos problemas que precisam ser discutidos, mas com foco na união e na aproximação com deputados federais e senadores, a bancada estadual será mais forte e conseguirá abrir muitas portas”, disse.
A vice-governadora Mailza Assis (Progressistas) também comentou sobre a posse e a importância da integração regional para o desenvolvimento do Acre. “A integração regional é fundamental para o desenvolvimento do nosso Acre, necessita, precisa, e é através disso, dessa união entre os poderes, entre o governo, Parlamento, sociedade civil, só assim nós vamos conseguir desenvolver e avançar nesse sentido. O Acre agradece por estar aqui hoje, realizando essa posse, agradecemos também aos deputados, ao deputado Laerte, que está passando a presidência, para o nosso querido deputado Afonso, e seguimos forte. O governo tem total compromisso com essa pauta”, afirmou.
Questionada sobre a responsabilidade de liderar e a relação com o governo federal, Mailza acrescentou. “Estou no mandato, mesmo a responsabilidade está sempre presente, não seria diferente, mas o meu compromisso, a minha lealdade, a minha responsabilidade com o Estado, segue independente de qualquer coisa, e quero fazer o grande trabalho do meu Estado. É necessária uma boa relação com o governo federal, nós somos um Estado que depende, então institucionalmente é imprescindível que isso permaneça, que seja ainda fortalecido, para que essas causas, essas buscas que nosso Estado tanto precisa, sejam alcançadas”, reforçou.

Foto: Sérgio Vale
Durante a cerimônia, Laerte Gomes que passou a presidência para Afonso comentou sobre a necessidade de atenção às rodovias federais, principalmente a BR-364, comparando o trecho acreano com o de Rondônia.
“O governo federal agora pode concentrar os esforços no trecho de Porto Velho a Rio Branco. As rodovias federais precisam de atenção, e esperamos que, com cobrança das bancadas federais e do Parlamento Amazônico, o Ministério dos Transportes e o Dnit cuidem dessas vias, que hoje nos deixam isolados”, disse.
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