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“Denúncia frágil”, diz técnico do Vasco-AC sobre atletas presos

Foto: Eric Rodrigues I EcoacreTV/reprodução

O técnico do Vasco-AC, Eric Rodrigues, comentou nesta terça-feira (17) as investigações que envolvem quatro atletas do clube, suspeitos de terem violentado sexualmente duas mulheres dentro do alojamento da equipe, em Rio Branco. O episódio, segundo as apurações iniciais, teria ocorrido na madrugada de sexta-feira (13).


A declaração foi dada durante participação no programa “Café com Notícias”, apresentado pelo jornalista Washington Aquino, na Ecoacre TV.


Os investigados são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior. Erick Serpa foi detido em flagrante no sábado (14) e, após audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva no domingo (15). Já os outros três suspeitos foram presos na segunda-feira (16).


Conforme a Polícia Civil, o procedimento corre em sigilo e está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Informações preliminares indicam que as duas mulheres teriam ido ao alojamento para um encontro previamente combinado com um dos jogadores, mas relataram que, ao chegarem, foram levadas contra a vontade para um dormitório onde estariam outros atletas, ocasião em que os abusos teriam ocorrido.


Durante a entrevista, Eric Rodrigues afirmou que o clube já articula a defesa jurídica dos jogadores e disse que a prioridade é reunir medidas para contestar a prisão. “Agora é providenciar os recursos. Os atletas já estão se organizando para se apresentarem à Justiça”, declarou.


O treinador também levantou dúvidas sobre os elementos reunidos na investigação e alegou que, na visão dele, a denúncia não teria sido formalizada diretamente pelas vítimas. “A gente teve acesso ao inquérito que está sendo feito pela delegada. Para as pessoas saberem, as vítimas não apresentaram denúncia contra os atletas. Quem apresenta a denúncia contra os atletas são duas inspetoras de polícia que ouviram as vítimas; uma, inclusive, é amiga de uma delas. Elas, reiteradas vezes, chamaram as vítimas para irem à delegacia, mas as vítimas não compareceram”, afirmou.


Na sequência, ele voltou a sustentar que a acusação seria frágil e citou trechos que, segundo ele, constariam nos depoimentos. “Pelo próprio depoimento das vítimas, o sexo delas foi consensual. Sinceramente, a denúncia é muito frágil. O Lequinho, por exemplo, o nome dele nem aparece em nada e está com mandado de prisão expedido. O Manga, nenhuma das duas vítimas afirma que teve relações com ele e também está com mandado de prisão expedido”, completou.


Com uma partida marcada para a próxima quarta-feira, o técnico afirmou que a defesa pretende tentar derrubar as prisões preventivas em tempo de os atletas serem liberados. “A gente vai tentar entrar com recurso, apresentar os atletas, de repente na quarta-feira pela manhã, e já entrar com recurso para tentar relaxar a prisão deles, até para que possam participar da partida”, finalizou.


As duas mulheres teriam buscado atendimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ainda no sábado, mas o boletim de ocorrência foi formalizado apenas mais tarde, depois que o delegado de plantão, Alcino Souza, as encontrou na Maternidade Bárbara Heliodora.


Apesar de terem ido ao alojamento para um encontro consensual, as vítimas relatam que sofreram violência no local. A continuidade do caso, segundo as informações disponíveis, foi tomada após orientação de uma assistente social, já que as mulheres demonstravam medo de possíveis retaliações.


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