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CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo de ligados a Toffoli após o carnaval

Dias Toffoli, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que a comissão votará, na semana posterior ao carnaval, requerimentos de quebra de sigilo e de convocação de pessoas ligadas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao Banco Master. A informação havia sido antecipada pelo Estadão.


A declaração ocorre em meio à repercussão das menções a Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal (PF). O foco do relator está nos resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator do processo sigiloso do Banco Master no Supremo, e esses resorts devem ser alvo dos primeiros pedidos de quebra de sigilo.


“O Tofollão é um escândalo tão grande que não dá para esconder nas artimanhas do sistema. O Brasil só será uma República com todos sob a mesma lei”, escreveu Vieira em sua conta no X.


Conforme revelou o Estadão, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, é dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação milionária dos irmãos do ministro no resort de luxo Tayayá, no interior do Paraná: o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli e o padre José Carlos Dias Toffoli.


A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, negou que o marido fosse sócio da empresa que chegou a deter um terço do empreendimento.


Estadão também mostrou que os irmãos do magistrado foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá, localizado às margens do Rio Paraná.


A comissão também votará requerimentos de quebra de sigilo e convocação relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O contrato do escritório com o banco de Daniel Vorcaro, conforme revelou O Globo, poderia chegar a R$ 129 milhões se fosse cumprido integralmente.


Criada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado no Senado investiga temas como ocupação de território por facções, lavagem de dinheiro, corrupção e sistema prisional. Para o relator, há conexões que justificam a inclusão do Banco Master no escopo da investigação.


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