O Parque de Exposições Wildy Viana, no Segundo Distrito de Rio Branco, segue funcionando como um dos principais pontos de acolhimento para famílias atingidas pela cheia do rio Acre. O local abriga atualmente 39 famílias, totalizando 115 pessoas, e mantém também uma estrutura separada para receber animais domésticos resgatados das áreas alagadas.
A informação foi detalhada por Edmilson Balbino da Silva, representante da Defesa Civil Municipal, durante acompanhamento da estrutura no parque. Segundo ele, além das famílias desalojadas, o município também organizou um abrigo específico para pets. “Estamos hoje aqui já abrigando os alagados e nessa demanda também temos o abrigo de pets”, afirmou.
De acordo com Balbino, 26 animais estão sob os cuidados da equipe de zoonoses, com acompanhamento diário. “Temos hoje 26 animais sob os cuidados da nossa zoonose. Tem vacinação e a ação diária necessária pra todos eles”, disse.
Além do alojamento, o parque conta com alimentação distribuída três vezes ao dia, além de apoio de saúde, assistência social e reforço na segurança, com a presença de um ponto de apoio da Polícia Militar dentro da área do abrigo.
Ao avaliar a atuação do município no local, Balbino afirmou que a estrutura montada envolve várias secretarias e tem funcionado de forma integrada. “Hoje a gente faz a avaliação perfeita, muito produtiva, porque a gente tem um envolvimento de várias secretarias”, declarou. Ele acrescentou que a prioridade é garantir condições dignas para as famílias acolhidas. “É uma preocupação do prefeito trazer o melhor e dar dignidade para os nossos alagados”, completou.
Segundo o representante da Defesa Civil, moradores de diversos bairros já precisaram ser encaminhados ao abrigo, incluindo Seis de Agosto, Baixada da Habitasa, Ayrton Senna e Taquari, além de outras regiões mais baixas da capital, tradicionalmente as primeiras atingidas quando o Rio Acre se aproxima da cota de transbordo.
Entre as famílias acolhidas está a dona de casa Bianca, moradora do bairro Ayrton Senna, que relatou estar no parque há quatro dias com os filhos. Ela disse que já enfrentou a cheia em outros anos e avaliou de forma positiva a assistência prestada no abrigo.
A permanência da estrutura no parque, segundo Balbino, dependerá do comportamento do rio nos próximos dias. Apesar de o nível já estar abaixo da cota de transbordo, ele ressaltou que ainda há risco devido à oscilação provocada pelas chuvas e pela influência das cabeceiras. “O rio permanece em oscilação, dependendo do fator biométrico, da chuva, das cabeceiras”, explicou. Ele destacou que chuvas em regiões como Brasiléia acabam refletindo em Rio Branco. “Toda essa água passa por aqui”, afirmou.
Balbino disse ainda que, caso haja trégua nas chuvas, a Defesa Civil trabalha com a expectativa de aguardar cerca de 11 dias para então estudar o retorno das famílias para casa, de forma segura.
Outro ponto reforçado foi a separação do espaço destinado aos animais, mantido distante da área onde ficam as famílias. Segundo ele, a medida reduz riscos, especialmente para as crianças. “A gente mantém essa dinâmica de cuidar dos animais em um local separado, pra que evite agressões de animal em criança”, afirmou.

