Clima “instável” na prefeitura expõe pressão sobre superintendente da RBTrans

O superintendente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Rio Branco (RBTrans), Clendes Villas Boas, pode deixar o comando da autarquia em meio às recentes crises envolvendo o transporte coletivo na capital. A possibilidade ganhou força após os problemas relacionados ao serviço prestado pela empresa Ricco Transporte.


Segundo informações apuradas pela reportagem do ac24horas nesta quarta-feira, 11, o estopim da situação teria sido uma suposta resistência de Clendes em renovar o contrato emergencial com a Ricco, que venceu no último domingo, 8. A situação teria causado descontentamento no alto comando da Prefeitura, que passou a avaliar a permanência do gestor à frente da RBTrans.


Procurada pela reportagem, a gestão municipal negou que haja qualquer decisão nesse sentido. O secretário municipal de Comunicação, Ailton Oliveira, afirmou que as informações “não procedem”. Já Clendes Villas Boas informou que não poderia comentar o assunto.


Clima de tensão nos bastidores

O secretário municipal de Relações Institucionais, Renan Biths, disse não ter conhecimento sobre uma possível troca de comando na RBTrans, mas admitiu que o ambiente na gestão está “instável” em razão da repercussão negativa envolvendo o transporte público.


“Não estou sabendo. O ambiente está instável por conta de toda a questão do transporte e a gente sabe que isso está gerando repercussão. Mas sobre a manutenção dele como gestor ou não, não tenho conhecimento”, afirmou.


Questionado sobre a suposta resistência de Clendes em assinar a renovação contratual com a Ricco, Biths negou. “Não foi abordada nenhuma resistência do Clendes. A PGM e a RBTrans estão acompanhando o processo de renovação com a empresa. Não procede. Estou participando dos atos para a publicação do edital”, explicou.


O secretário também garantiu que o contrato emergencial com a Ricco será renovado. “Não sei se foi assinado ontem ou se será hoje, mas será renovado. Esse contrato é emergencial. Não temos como mobilizar outra empresa para prestar esse serviço agora. Daqui a dois ou três meses haverá licitação. Para um empresário vir ao Acre, é um investimento muito alto. A única alternativa neste momento é continuar com a Ricco. Não há outra empresa que tenha manifestado interesse”, declarou.


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