O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou nesta quarta-feira (18) o balanço do Rio Branco Folia, Carnaval e Alegria 2026, realizado no centro da capital entre os dias 13 e 17 de fevereiro. Segundo a gestão municipal, o evento reuniu mais de 64 mil pessoas ao longo de cinco noites e foi marcado por reforço tecnológico na segurança, com uso de câmeras, reconhecimento facial e monitoramento em tempo real.
De acordo com os dados divulgados, 64.035 pessoas circularam na área do evento durante os cinco dias de programação. Ainda conforme a Prefeitura, 5.488 pulseiras de identificação foram distribuídas para crianças, como parte do protocolo de prevenção e assistência social.
A operação de segurança contou com um circuito de 100 câmeras no raio de 1 quilômetro do centro, incluindo seis equipamentos com reconhecimento facial instalados em pontos estratégicos. Durante o evento, 12 pessoas foram identificadas pelo sistema por estarem com algum tipo de pendência judicial, como mandado em aberto ou uso de tornozeleira eletrônica. Apesar disso, não houve prisões.
O secretário municipal de Tecnologia, coronel Ezequiel Bino, afirmou que o carnaval serviu como um “teste” do Centro de Vídeo e Monitoramento da Prefeitura, que, segundo ele, está pronto para ser inaugurado oficialmente. A expectativa é de que o Centro seja inaugurado até 15 de março.
“Aqui a gente criou o circuito com 100 câmeras, de modo que quem circulasse aqui na praça ou nas vias periféricas fossem enxergadas pelos sistemas. E isso funcionou muito bem. Eu diria que o Centro de Vídeo e Monitoramento da Prefeitura de Rio Branco passou pelo teste, então agora estamos já prontos para inaugurar”, declarou.
Bino também destacou que o sistema de monitoramento não foi criado especificamente para o carnaval, mas faz parte de um investimento contínuo iniciado em 2022 com o projeto “Rio Branco Mais Segura”.
“Ele já existia, o investimento que a Prefeitura de Rio Branco veio fazendo desde 2022, quando inaugurou o projeto Rio Branco mais segura. Ele vem sendo incorporado, novas câmeras, ficando cada vez mais robusto. Então agora são 450 câmeras, que servem não só à finalidade de segurança pública, mas também para a gestão da rotina da cidade”, disse.
Ainda segundo o secretário, o sistema deve ser usado para outras áreas da administração, como semáforos inteligentes, transporte coletivo e monitoramento de serviços urbanos.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Em relação ao balanço da segurança no circuito do carnaval, Bino afirmou que não houve ocorrências policiais e que as situações envolvendo pessoas identificadas com pendências foram repassadas à Polícia Militar.
“Identificamos 100% das pessoas que entraram por aqui, né? E aquelas que tinham alguma restrição com a justiça, alguma pendência também foram identificadas e as informações passadas para a Polícia Militar”, afirmou.
Já o prefeito Tião Bocalom comemorou os números e reforçou o discurso de que o investimento em tecnologia pode substituir a necessidade de criação de uma guarda municipal. Para ele, o modelo adotado pela Prefeitura representa um caminho mais moderno e eficiente para a segurança pública.
“Hoje não, as contagens são verdadeiras, então nós podemos afirmar que por aqui passaram mais de 64 mil pessoas, né, apesar de duas noites de chuva”, disse o prefeito, ao destacar o uso de câmeras de contagem de público.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Bocalom também criticou a ideia de que a Prefeitura deveria investir em uma estrutura tradicional de segurança.
“Todo mundo falava em guarda municipal, todo mundo encobrando. Ora, guarda municipal, nos velhos tempos, quando se tinha o vídeo monitoramento, o mundo inteiro hoje trabalha com o vídeo monitoramento. Então, para que gastar dinheiro em guarda municipal?”, declarou.
Durante a apresentação, o prefeito afirmou que o monitoramento deverá ser ampliado para outras frentes, incluindo escolas, obras públicas, ações da Defesa Civil e áreas que passarão por intervenções de reassentamento, como regiões ocupadas irregularmente.

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Segundo ele, a proposta é consolidar Rio Branco dentro do conceito de “cidade inteligente”, com acompanhamento em tempo real de serviços essenciais, como transporte coletivo, coleta de lixo e rotinas operacionais da Prefeitura.
Além da tecnologia, a gestão municipal também destacou ações voltadas à proteção de crianças e adolescentes durante a programação carnavalesca. O diretor de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, Ivan Ferreira, informou que o evento teve três entradas principais, onde equipes atuaram na identificação de menores e na orientação de responsáveis.
“Tivemos aí a participação de 5.488 crianças aqui no Carnaval. Tivemos dois dias voltados às crianças, que foi no domingo e na terça-feira, com todos os cuidados necessários”, afirmou.
Ferreira relatou ainda que 18 crianças foram identificadas acompanhadas do responsável e que medidas foram adotadas pela equipe de abordagem social. Ele destacou que, segundo a Prefeitura, não houve registros de crianças consumindo, vendendo ou ingerindo bebida alcoólica.
“Vale frisar que todos os cuidados necessários, respeitando também a normativa da Segunda Vara, que teve a normativa das crianças adolescentes, graças a Deus não tivemos nenhuma incidência”, disse.
Ao final do balanço, a Prefeitura classificou o Rio Branco Folia 2026 como um evento de “paz” e ressaltou o uso de tecnologia e organização como fatores determinantes para a realização do carnaval sem registros de violência, brigas ou lesões, conforme afirmado pelos gestores municipais.

