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Carnaval 2026 teve dois estupros e 56 ocorrências de violência doméstica no Acre

Foto: Ascom/PCAC

A Polícia Civil do Acre divulgou neste sábado (21) o Relatório Estatístico Sintético do Carnaval 2026, apontando que, apesar do volume expressivo de ocorrências registradas durante a quina carnavalesca, os casos de violência contra mulheres chamaram atenção das autoridades. Os dados compreendem o período entre 6h do dia 13 de fevereiro e 5h59 do dia 18 de fevereiro.


De acordo com o relatório, foram registradas 56 ocorrências de violência doméstica em todo o estado durante os cinco dias de festa, além de 41 representações por medidas protetivas de urgência. Somente nos dias 15 e 16 de fevereiro, auge das comemorações, foram contabilizados 16 casos por dia, configurando os picos do período. No dia 13, foram 9 registros; no dia 14, 7; e no dia 17, 8 ocorrências.


A capital concentrou a maior parte dos atendimentos. Rio Branco respondeu por 33 ocorrências de violência doméstica e 27 pedidos de medidas protetivas, liderando os registros no estado. No comparativo geral, a capital somou 60 notificações, enquanto os municípios do interior totalizaram 37 casos.


Além da violência doméstica, o relatório aponta a ocorrência de dois casos de estupro durante o período carnavalesco — um no dia 14 e outro no dia 17 de fevereiro. Não houve registro de feminicídio na quina carnavalesca. Também foram contabilizadas duas tentativas de homicídio, totalizando quatro crimes graves no período.


No panorama geral, foram registrados 251 boletins de ocorrência entre relacionados e não relacionados ao Carnaval, sendo 25 diretamente ligados à festividade. Ao todo, 100 procedimentos investigativos foram instaurados, incluindo inquéritos policiais, termos circunstanciados e autos de investigação de ato infracional.


Durante os cinco dias, também foram cumpridos 22 mandados de prisão e conduzidas 130 pessoas às unidades policiais. Na área pericial, foram realizados 157 atendimentos, com destaque para 22 exames de lesão corporal e 9 exames de sexologia forense.


No campo dos crimes patrimoniais, houve 30 registros de furtos e roubos de celulares e veículos, com 13 casos de celular roubado e 7 de celular furtado.


Ao apresentar os dados, a instituição ressaltou que os números ainda podem sofrer alterações conforme o andamento das investigações.


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