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Cacique diz que Polícia Federal e Funai devem apurar armadilhas em terras indígenas

O Cacique Geral do povo Noke Koî-Katukinana, que vive na BR-364 em Cruzeiro do Sul, Edilson Rosa da Silva, o Poá, procurou nesta terça-feira, 10, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas e a Polícia Federal para denunciar o caso de um idoso atingido por um tiro de espingarda dentro da Terra Indígena.



O idoso foi atingido nas pernas no domingo, 8, passou pelo Hospital do Juruá e já foi liberado. Outro tiro de armadilha quase atingiu uma mulher e um animal.


Poá diz que a armadilha foi colocada por não indígenas que, de forma reiterada caçam nas terras deles. Segundo Poá, o uso de armadilhas não é da cultura deles. “ Essas armas, inclusive armadas, dentro da terra indígena não foi índio que armou. Nunca o nosso povo coloca armadilha, nunca, nem de vareda nenhuma, de animais, dos barreiros, nunca, isso não é a cultura nossa. Então, essa armadilha foi colocada pelo vizinho do entorno. Não foi pelo indígena”, enfatiza ele, citando as providências já tomadas.


“Eu vim como liderança procurar as autoridades competentes que são responsáveis pra nos ajudar. Isso precisa ser socorrido. A gente respeita nosso vizinho do entorno, nunca passamos o limite. Faz muito tempo já vem, que encontramos várias armadilhas. A gente procurou as autoridades, a FUNAI, a Polícia Federal e demais outras autoridades para que nos ajudar, nessa causa que aconteceu”, concluiu.


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