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Bancários paralisam agência do Bradesco no centro de Rio Branco

Bancários do Banco Bradesco realizaram, na manhã desta quinta-feira (26), uma paralisação na agência localizada no centro de Rio Branco. A unidade permane fechada até o meio-dia, e clientes que procuraram atendimento foram informados sobre a mobilização e orientados a buscar outras agências da capital, que funcionaram normalmente.


O ato foi organizado pelo Sindicato dos Bancários do Acre e, segundo o diretor da entidade, César Diniz, a paralisação integra uma estratégia nacional da categoria contra o que classifica como práticas abusivas dentro da instituição financeira.


Foto: David Medeiros/ac24horas

“Primeiramente, a estratégia da paralisação é porque muita coisa acontece no Bradesco. É metas abusivas, é assédio moral”, afirmou. Ele acrescentou que as demissões recentes também motivaram o protesto. “Só no começo dos dois meses do ano já foram demitidas quatro pessoas. Por quê? Ninguém sabe”, declarou.


De acordo com Diniz, a mobilização no Acre segue orientação do movimento sindical bancário em todo o país. “É uma estratégia de todo o movimento sindical bancário nacional de fazer fechamento de agência para ver se impacta e para com essas demissões que estão acontecendo em todo o Brasil”, disse.


Foto: David Medeiros/ac24horas

O dirigente também relacionou o protesto ao cenário de adoecimento entre trabalhadores. “Foram outros funcionários que adoeceram, fizeram CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). A gente abre CAT para informar ao banco que tem muitos bancários doentes. O Banco Bradesco é um dos bancos que mais abre CAT, mostrando que realmente está adoecendo os seus bancários”, afirmou.


Sobre a cobrança por metas, César Diniz detalhou como funciona a estrutura interna. “Tem o gestor geral, que já tem uma meta para ele. Depois ele passa para os outros gerentes, e os gerentes repassam para os outros funcionários. Isso é muito complicado”, explicou.


Segundo ele, as metas estão diretamente ligadas à venda de produtos financeiros. “É venda de consórcio, é venda de tudo que você imaginar no banco. Eles querem que você venda. Hoje o bancário está mais como um vendedor do que como um próprio bancário”, criticou.


O sindicalista ainda citou os resultados financeiros da instituição. “Com o aumento desse ano, foi de 26,1% de lucratividade. É 25 bilhões de lucro. Depois de pagar tudo, é isso que o banco vai ficar. E isso é através dessa pressão em cima dos bancários”, declarou. Ele completou dizendo que o clima entre os funcionários é de insegurança: “O bancário vem para a agência e nem sabe se vai terminar o dia como bancário. Pode ter a surpresa de ouvir: ‘Obrigado, está dispensado’”.


A paralisação desta quinta-feira ocorreu até as 12h. “Hoje a paralisação vai ficar até o meio-dia”, informou Diniz, acrescentando que o caso será comunicado à Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco. “Eu vou repassar para a nossa COE Bradesco, que repassa também para a direção do banco”, explicou.


Ele adiantou que novas mobilizações podem ocorrer ao longo do ano, especialmente dentro do calendário da Campanha Salarial dos Bancários de 2026. “Vai ter manifestações durante todo o ano, paralisações e tudo mais. Essa já conta como uma das propostas”, concluiu.


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