A defesa de Daniel Vorcaro comunicou à CPI do INSS, nesta sexta-feira (20), que o banqueiro não irá prestar o depoimento marcado para a próxima segunda-feira (23). A decisão foi tomada após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do caso, André Mendonça, ter desobrigado o comparecimento do executivo à Comissão.
Segundo os advogados, a decisão de Mendonça também desautorizou que Vorcaro se deslocasse a Brasília em avião particular — pedido feito pela defesa para evitar o que consideram um eventual constrangimento em voo comercial ou em aeronave da Polícia Federal.
Vorcaro mora em Belo Horizonte e cumpre prisão domiciliar após ter sido solto por decisão da Justiça. Ele havia sido preso preventivamente depois de a Operação Compliance Zero apontar risco de evasão do país.
O banqueiro ainda é esperado em Brasília na terça-feira (24) para uma sessão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, mas não confirmou se irá comparecer.
Por que Vorcaro foi chamado?
Documentos enviados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) à CPI indicam que o Banco Master está entre as instituições com maior número de reclamações nos últimos anos, especialmente por problemas relacionados a crédito consignado para aposentados.
Vorcaro foi convocado no fim do ano passado, quando a CPI aprovou não só sua oitiva, como também a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário.
A medida foi justificada pela necessidade de esclarecer o papel do Banco Master nas investigações sobre irregularidades em empréstimos consignados e outros produtos financeiros oferecidos a aposentados e pensionistas do INSS.
Parlamentares da Comissão afirmam que ouvir Vorcaro é essencial para entender a estrutura financeira das operações e uma eventual conexão com prejuízos a beneficiários do INSS.