O Acre apareceu no extremo inferior do ranking nacional de combate ao trabalho infantil em 2025, com apenas um caso registrado de afastamento de criança ou adolescente dessa situação, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta segunda-feira (09). O número coloca o estado como aquele com menor quantidade de ocorrências no país ao longo do ano.
Os dados fazem parte do balanço nacional divulgado nesta segunda-feira, 9, que aponta que o Brasil alcançou, em 2025, o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017. Ao todo, 4.318 crianças e adolescentes foram afastados de atividades consideradas ilegais, sendo que 80% estavam submetidos às piores formas de trabalho infantil, aquelas que oferecem riscos graves à saúde, à segurança e ao desenvolvimento.
Enquanto estados como Minas Gerais (830 casos), São Paulo (629) e Mato Grosso do Sul (235) lideraram o número de resgates, o Acre figurou ao lado de Amapá (7) e Tocantins (22) entre as unidades da federação com menor volume de registros.
Apesar do número reduzido no Acre, especialistas alertam que os dados refletem ações de fiscalização realizadas e não necessariamente a inexistência de trabalho infantil, reforçando a necessidade de vigilância permanente e fortalecimento das políticas públicas no estado.


