O Acre apareceu entre os destaques nacionais de chuva em janeiro de 2026 e ficou no topo da Região Norte em volume acumulado, segundo levantamento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com a nota técnica “Destaques Meteorológicos de Janeiro de 2026 no Brasil”, o mês foi marcado por volumes expressivos principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com áreas acima de 200 mm em grande parte da Amazônia e do Centro-Sul do país.
De acordo com o Inmet, no Norte, Amazonas, Rondônia, Acre, sudoeste do Pará e partes do Tocantins e Amapá concentraram os maiores acumulados. Entre as estações citadas como exemplo de altos volumes no Norte, Rio Branco aparece como o maior acumulado do recorte apresentado, com 438,2 mm em janeiro. O valor coloca a capital acreana à frente de Humaitá (AM), que registrou 424,4 mm, e bem acima de Mina do Palito (PA), com 352,4 mm, e Boca do Acre (AM), com 351,8 mm.
Na prática, isso significa que o Acre esteve entre os pontos mais chuvosos do Brasil no mês, especialmente quando comparado a locais do Nordeste e do Sul que registraram baixos acumulados e até ausência de chuva em alguns municípios.
Comparação nacional: Sudeste lidera picos, mas Acre aparece entre os maiores
Apesar do destaque acreano, os maiores volumes mensais citados no documento, no recorte nacional, ocorreram no Sudeste e no Centro-Oeste, como Paracatu (MG) com 575,8 mm, Três Marias (MG) com 513,4 mm e Rio Verde (GO) com 444,2 mm. Ainda assim, Rio Branco (438,2 mm) aparece muito próxima desse patamar e acima de várias capitais e polos do país.
Além do volume mensal, o Acre também entrou no relatório por um evento extremo em 24 horas: Feijó registrou 108,6 mm em um único dia (28 de janeiro), superando o recorde anterior de janeiro, que era de 78,2 mm, registrado em 2020.
O Inmet também chama atenção para um ponto importante: mesmo com volumes altos em áreas como o centro-leste do Acre, o mês teve distribuição irregular de chuva na Região Norte, com locais que ficaram abaixo da média histórica. Isso indica que janeiro foi marcado por extremos; muita chuva em alguns pontos e falta em outros.

