Um levantamento realizado pelos Correios obtido com exclusividade pelo g1 mostra que o Acre possui o segundo pior índice da Região Norte ao não atingir a meta de entrega de produtos no prazo.
O objetivo era de 94,84%, porém o estado alcançou somente 70,78%, um desempenho de 24,06 pontos percentuais abaixo da meta estimada.
A nível nacional, o estado acreano está à frente apenas de Roraima, que atingiu o índice de 64,84%, enquanto Mato Grosso aparece em 3º com 72,15%.
A Região Norte é responsável por seis dos sete piores índices de entrega no ano. Os melhores desempenhos locais são dos estados do Tocantins (84,46%), Rondônia (78%) e Pará (77,6%).
Em contrapartida, os três melhores índices estão no Rio de Janeiro (95,15%), Paraná (95,11%) e São Paulo (94,89%).
Com a crise econômico-financeira que os Correios têm vivido nos últimos anos, nenhuma das unidades estatais, segundo o levantamento feito pela empresa, atingiu a meta de entregas dentro do prazo estabelecido para o período até setembro de 2025.
Ao todo, conforme os dados divulgados pelo g1, a empresa conseguiu alcançar o índice de 90,18%, abaixo da meta de 95,54% que havia sido definida.
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Acre possui o segundo pior índice da Região Norte ao não atingir a meta de entrega de produtos no prazo. — Foto: Aline Pontes/Rede Amazônica
A avaliação considera o cumprimento dos prazos estabelecidos junto aos clientes finais dos principais serviços postais: encomenda, logística e mensagens.
Além disso, o índice é calculado pela razão entre os objetos entregues no prazo e o total de objetos entregues (dentro e fora do prazo), além dos extraviados e roubados nas Superintendências Estaduais.
Mesmo abaixo do esperado, os Correios afirmam que o resultado ainda foi ligeiramente melhor — 0,71 ponto percentual acima — do que o registrado no mesmo período de 2024.
Para contornar a situação e reduzir os atrasos no processo de entrega das encomendas, a estatal informou que adotou as seguintes medidas:
- Reestruturação do fluxo de caixa, priorizando pagamentos a fornecedores logísticos;
- Negociação de parcelamentos com fornecedores para retomada dos serviços;
- Contratação emergencial de operadores logísticos regionais;
- Implementação de matriz de criticidade, priorizando encomendas urgentes e clientes estratégicos;
- Otimização da malha de transporte (superfície nacional/regional e aérea), com revisão do guia de transporte e planos de paletização;
- Contratação de viagens extras nas rotas de Linha de Transporte Nacional e da Rede Postal Noturna.
Fonte: G1 Acre