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57% dos empresários do Acre esperam aumento de vendas no 1º semestre

Foto: Jardy Lopes

O comércio da capital acreana inicia 2026 com expectativa positiva de vendas, segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), em parceria com o Instituto Data Control divulgada nesta segunda-feira (02). O levantamento ouviu 112 empresários e dirigentes comerciais em janeiro, abrangendo setores como vestuário, serviços, variedades, supermercados, materiais de construção, agronegócio e cosméticos.


De acordo com o estudo, 57,1% dos empresários acreditam que o primeiro semestre será um período favorável para as vendas, enquanto 33% apostam na estabilidade e 9,8% preveem queda. A confiança também se estende à economia nacional: 69,6% dos entrevistados acreditam em crescimento para o segundo semestre de 2026.


Entre as estratégias apontadas para impulsionar as vendas, 22,6% destacam investimentos em promoções, 22% apostam em mais propaganda e 21,4% buscam melhorar a qualidade do estoque. Preços mais baixos e maior prazo para pagamento aparecem como estratégia para 17,9% e 7,1% dos entrevistados, respectivamente. Outros 6% planejam oferecer mais crédito aos clientes e 3% pensam em sorteios para fidelizar compradores.


Apesar do otimismo, os empresários ressaltam os riscos que podem afetar o desempenho comercial. Para 32,2%, a falta de dinheiro em circulação preocupa, enquanto 24,2% apontam a carga tributária como fator que enfraquece a capacidade de consumo. O endividamento da população preocupa 20,1% dos entrevistados, e 6,7% veem o comércio online como ameaça, assim como 5,4% citam o mercado informal e a concorrência.


No balanço de 2025, 27,7% dos empresários consideram que as promoções foram determinantes para as vendas, seguidas pelo atendimento ao cliente (26,8%) e pelos preços competitivos (19,6%). A percepção sobre o desempenho anual foi regular para 52,7%, enquanto 30,4% notaram melhora em relação a 2024.


Sobre a influência de grandes empresas sobre pequenos comércios, 34,8% acreditam que o impacto é administrável, 33% consideram pouco relevante e 17% veem promoções de grandes redes diminuindo a competitividade local.


A pesquisa ainda analisou o efeito de eventos como ano eleitoral e Copa do Mundo. Para 57,1% dos empresários, esses períodos favorecem o movimento de compras, enquanto 33,9% se mostram indiferentes e 8% esperam resultados desfavoráveis.


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