A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou em petição enviada ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), a contratação de influenciadores para propagar ataques ao Banco Central nas redes sociais.
No documento, os advogados afirmam que não há “qualquer envolvimento ou conhecimento” de Vorcaro com influenciadores digitais que teriam recebido propostas para criticar a atuação da autoridade monetária ao determinar a liquidação do Banco Master.
A manifestação ocorre após a Polícia Federal iniciar uma apuração para verificar a publicação em ao menos 40 perfis com ataques ao Banco Central.
As páginas são de influenciadores de diversas variadas áreas, como entretenimento, celebridades e finanças.
Os conteúdos, quase todos com o mesmo tom e formato, tem os discursos de que “pessoas comuns serão prejudicadas com o ‘desmoronamento’ do Master”, que havia “indícios de precipitação na liquidação do Master” [pelo Banco Central] e que “o banco foi liquidado em tempo considerado incomum”.
A defesa de Vorcaro se coloca à disposição para ajudar em eventual investigação para comprovar que não contratou nem tem envolvimento com os influenciadores que fizeram críticas à autoridade monetária.


