A manhã deste domingo (11) foi marcada por expectativa, emoção e histórias de superação entre os candidatos que disputam uma vaga no curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. O primeiro dia de provas do vestibular reuniu estudantes de diferentes regiões do estado, muitos deles vindos do interior, movidos pelo sonho de cursar uma das graduações mais concorridas da instituição.
De Epitaciolândia, na fronteira do Acre com a Bolívia, os amigos Awani Batista, de 17 anos, e Altevir Mendes, de 18, enfrentaram a distância para tentar uma vaga. “É um pouco emocionante. A gente saiu lá do interior para tentar cursar Medicina aqui”, contou Awani. Já Altevir destacou o misto de tranquilidade e nervosismo que acompanha o momento. “A gente tenta levar na esportiva, aproveitar a viagem, mas quando chega aqui vem aquela preocupação com a prova. A gente estudou, acredita que pode ir bem, mas sempre fica aquela insegurança. São poucas vagas, é muito concorrido”, relatou.
O estudante também destacou a escolha de tentar o vestibular no Acre, indo na contramão de muitos jovens que buscam a graduação fora do país. “Aqui tem qualidade. Se não der, a gente tenta outras alternativas, mas a Federal sempre foi a prioridade”, afirmou. Altevir contou ainda que conciliou a preparação com um curso técnico em enfermagem e que enfrentou dificuldades para acompanhar aulas on-line ao longo do ano.
Outra história que chamou atenção foi a de Milena Pinheiro, de 17 anos, que saiu de Feijó para prestar o vestibular em Rio Branco. Para ela, a Medicina representa um sonho de vida. “É um sonho que, se Deus quiser, eu vou conseguir alcançar”, disse. A jovem relatou dificuldades na preparação, especialmente por conta das mudanças no novo ensino médio. “Foi complicado. Tivemos menos aulas e menos matérias. Não estou totalmente confiante, mas não posso perder a oportunidade”, afirmou.
Além dos desafios nos estudos, Milena enfrentou uma viagem marcada por imprevistos. “A estrada foi horrível. O carro quebrou antes da viagem, estourou pneu no caminho e quebrou de novo quando chegamos. Foi bem difícil, mas todo esforço vale a pena”, destacou. Apesar das dificuldades, ela garante que não pretende desistir caso não consiga a aprovação nesta edição. “Não é meu objetivo desistir. Se não der agora, vou melhorar e tentar de novo”, reforçou.
Entre os candidatos, o sentimento é compartilhado por muitos, como o jovem Juan, que também chegou à Ufac cheio de expectativa. “É um desejo que eu tenho”, resumiu.
O vestibular de Medicina da Ufac marca o retorno do processo seletivo específico para o curso após 14 anos e reúne mais de 5,4 mil candidatos em todo o estado.
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