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Por que Trump quer a Groenlândia? 5 pontos que explicam interesse americano

Presidente dos EUA, Donald Trump • REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar anexar a Groenlândia, reacendendo a discussão sobre o interesse americano na ilha.


5 pontos que explicam o interesse de Trump


1. Base militar estratégica: A Groenlândia abriga desde 1951 a Base Aérea de Thule, a instalação militar americana mais ao norte do planeta. O local é chave para monitoramento, defesa antimísseis e vigilância do espaço aéreo.


2. Reservas de minerais críticos: O território concentra minerais usados em tecnologia, equipamentos militares e energia, com exploração dominada hoje pela China. Isso amplia o interesse dos EUA na região.


3. Rotas comerciais no Ártico: Mudanças climáticas tornaram o Ártico mais navegável, abrindo novas rotas comerciais e encurtando distâncias entre Europa e Ásia. A travessia pelo oceano pode reduzir em até 40% o tempo de viagem em relação ao Canal de Suez.


4. Disputa geopolítica com Rússia e China: A localização da Groenlândia é estratégica, entre América do Norte, Rússia e rotas do Ártico, o que a torna alvo de atenção em meio à tensão militar global.


5. Interesse histórico dos EUA: Os EUA já tentaram comprar a Groenlândia em 1946 e voltaram a cogitar a aquisição no primeiro mandato de Trump. Agora, o presidente trata o tema como “necessidade absoluta” para os interesses americanos.


O que aconteceu


Trump declarou novamente que pretende “tomar” a Groenlândia. O anúncio foi feito após uma reunião sobre petróleo na Venezuela, e o presidente disse que prefere um acordo, mas não descarta ações mais duras.


O republicano afirmou que ainda não há proposta de compra, mas insiste que a ilha fará parte dos EUA “de modo mais suave ou não”. Segundo ele, a negociação pode ser pelo caminho fácil ou difícil.


Líderes europeus e autoridades da Groenlândia rejeitaram a ideia e classificaram a tentativa de anexação como absurda. A União Europeia reforçou o apoio à soberania do território, e a Dinamarca exigiu respeito ao direito internacional.


Apesar das críticas, a Casa Branca confirmou que avalia uma possível compra da ilha. O governo dos EUA diz que precisa da Groenlândia para garantir a “segurança nacional”.


Fonte: UOL


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