A Polícia Civil do Acre (PCAC) intensificou na manhã desta quarta-feira, 07, as ações de combate ao desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede pública estadual de saúde. A nova fase da investigação resultou no cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Robermar Silva de Freitas, no bairro 6 de Agosto, e no Bom Sucesso, onde mora Eugênio Gonçalves Neves – preso na primeira fase da operação, na segunda-feira (5), e solto em audiência de custódia no dia seguinte sob alegação de “prisão domiciliar humanitária”.

Robermar Silva de Freitas
Robermar é apontado como um dos fornecedores de uma organização criminosa responsável por retirar fármacos do Sistema Único de Saúde (SUS) para comercialização ilegal.
Durante as diligências, os policiais apreenderam aparelhos celulares que contêm conversas consideradas estratégicas para o aprofundamento das investigações. Também foram recolhidos cerca de R$ 31.700 mil em espécie, além de $900 dólares americanos, R$ 335 CAD (dólar canadense), R$ 400 bolivianos, além de morfina, medicamento de uso restrito e controlado. Na cotação de hoje, os valores somam R$ 38.177,50.
A operação é um desdobramento de uma ação realizada na última segunda-feira (5), quando a Polícia Civil localizou uma residência em Rio Branco utilizada como depósito clandestino de medicamentos. No local, foi encontrado um volume expressivo de fármacos acondicionados em caixas, suficiente para encher a carroceria de dois caminhões de médio porte.
Entre os materiais apreendidos estavam medicamentos diversos, incluindo fármacos destinados ao tratamento de câncer e outros insumos hospitalares de alto custo. Segundo estimativa preliminar das autoridades, o valor total do material ultrapassa R$ 1 milhão, o que evidencia a dimensão do esquema investigado.
De acordo com a assessoria da PCAC, o delegado Igor Brito afirmou que o trabalho investigativo segue avançando e que novas medidas judiciais não estão descartadas. “As investigações estão em pleno andamento e podem resultar em novos cumprimentos de mandados. Há uma determinação expressa do delegado-geral da Polícia Civil do Acre, doutor José Henrique Maciel, para identificar toda a cadeia criminosa, alcançar os receptadores dos medicamentos e também eventuais servidores públicos envolvidos nesse esquema”, destacou.
O delegado-geral da PCAC, José Henrique Maciel, reforçou a gravidade do crime e o compromisso do Estado em responsabilizar os envolvidos. “Estamos falando de medicamentos que deveriam ser distribuídos gratuitamente à população, especialmente às pessoas mais vulneráveis. O desvio desses insumos compromete diretamente a saúde pública. O governo do Estado, por meio da Polícia Civil, não medirá esforços para punir criminalmente todos os responsáveis”, afirmou.
As investigações seguem em curso, e a Polícia Civil não descarta novas operações e prisões à medida que o inquérito avance.


