O Pix já é o principal meio de pagamento utilizado pelos pequenos negócios no Acre, acompanhando a tendência nacional de digitalização das transações financeiras. Segundo a pesquisa “Formas de Pagamento que as Empresas Mais Recebem dos Clientes”, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), 60% dos empresários acreanos apontam o Pix como a principal forma de recebimento, índice muito próximo da média brasileira, que é de 59%.
O percentual coloca o Acre em sintonia com outros estados da Região Norte, onde o Pix apresenta desempenho ainda mais forte do que no restante do país. No Amazonas, por exemplo, o índice chega a 68%, enquanto no Pará é de 57%. Em contraste, estados do Sul e do Sudeste registram percentuais menores, como São Paulo (53%) e Rio Grande do Sul (57%), o que reforça a liderança do Norte na adoção do sistema de pagamentos instantâneos.
Apesar do avanço do Pix, o uso de dinheiro em espécie ainda tem peso significativo no Acre. De acordo com o levantamento, 13% dos empresários do estado afirmam que o dinheiro é a principal forma de pagamento recebida, quase o dobro da média nacional, que é de 7%. O índice acreano está entre os mais altos do país e supera estados mais desenvolvidos economicamente, como São Paulo (4%) e Santa Catarina (6%). O dado evidencia que, mesmo com a digitalização, o dinheiro vivo segue presente no cotidiano comercial, especialmente em regiões com menor bancarização.
Já o cartão de crédito, que ocupa a segunda posição no ranking nacional (11%), aparece com menor relevância no Acre, com apenas 8%. O percentual é inferior ao registrado em estados do Sudeste, como Minas Gerais (15%) e Rio de Janeiro (12%), indicando menor dependência do crédito parcelado no comércio local. Situação semelhante ocorre com o boleto bancário, que representa 8% no Brasil, mas apenas 4% no Acre, número abaixo do observado em estados mais industrializados, onde esse meio ainda é amplamente utilizado em transações formais.
Na análise regional, o levantamento mostra que o Norte lidera o uso do Pix, com média de 68%, enquanto o Sul registra 57%. Ao mesmo tempo, o uso de dinheiro em espécie é mais frequente no Norte e no Nordeste do que nas demais regiões, o que ajuda a explicar o comportamento observado no Acre.