O superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU) no Acre, Osmar Nilo de Jesus Lima Bezerra Neto, concedeu entrevista ao repórter do ac24horas Play, Whidy Melo, nesta quinta-feira, 29, para comentar a operação que apura um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, conhecidas como emendas Pix, no estado.
Logo no início da entrevista, Nilo ressaltou que as investigações correm sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre alvos e endereços. “A Operação Graco investiga a atuação de uma empresa responsável pela intermediação de shows artísticos em Sena Madureira. É importante frisar que a operação está em segredo de Justiça, por isso não divulgamos nomes, alvos ou endereços, pois isso poderia comprometer as investigações”, afirmou.
Segundo o superintendente, a apuração envolve contratações de shows realizados durante a Expo Sena 2024, incluindo apresentações de artistas como Batista Lima, Fernanda Brum, entre outros. De acordo com ele, uma empresa que intermediou os contratos firmou acordo no valor de R$ 1,3 milhão, mas análises técnicas da CGU indicaram possível prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 912 mil.
“A empresa não possuía expertise comprovada para a contratação de artistas. Em processos desse tipo, é necessária a apresentação de carta de exclusividade, o que não foi identificado nesse caso”, explicou.
Nilo informou ainda que foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, além do Distrito Federal, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado sobre eventual investigação envolvendo diretamente os artistas contratados, o superintendente negou. “Não tenho conhecimento de investigação contra os artistas”, declarou.
