O site ac24agro antecipa uma informação que aponta para um cenário grave. Em dezembro do ano passado, formalmente, saíram do Acre 27 mil cabeças de gado para serem finalizadas e abatidas em outros estados. Metade desse montante foi para o mesmo proprietário. Isso não é comum.
2025 finalizou com a lógica que foi costurada durante todo ano: nunca saiu tanto gado do Acre. Mas o intrigante registro feito pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal aponta para um ambiente poucas vezes visto na relação entre os produtores e os frigoríficos. O balcão que separa essas duas personagens nunca foi tão grande.
Como nunca antes na história da pecuária acreana, o produtor trabalhou com a seguinte lógica: “que pode ‘finaliza’ boi onde se paga melhor pela arroba”. A dinâmica de que quem produz quer vender o boi mais caro e quem compra quer pagar menos é antiga. O que chama atenção é que essa relação nunca esteve tão estranha.
A continuar nesse movimento, em breve, a expressão “cadeia produtiva da carne” vai precisar ser relativizada por aqui. Com um agravante: com o crescente abate de fêmeas registrado no ciclo, a reposição tem sido rara. O que fez o preço do bezerro subir. E isso não foi uma exclusividade acreana.
De acordo com o Portal Compre Rural, uma referência no que se refere a cotações, o Acre registrou alta expressiva no preço do bezerro. O Tocantins liderou com valorização anual de 26,5%. O Acre foi o sexto do país, com valorização do bezerro calculada em 18% (veja lista).
Participação por Estado — indicador fornecido




