O julgamento de André Oliveira da Silva e Denis da Rocha Monteiro, denunciados pelo Ministério Público do Acre (MPAC) pela execução do jovem Kauã Nascimento da Silva, de 21 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, está marcado para o próximo dia 3 de março, em Rio Branco. O crime ocorreu em fevereiro de 2024.
A decisão é do juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital, após a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manter, por maioria absoluta, a sentença de pronúncia dos réus
André Oliveira e Denis da Rocha estão presos no Complexo Penitenciário de Rio Branco, de onde serão conduzidos para o julgamento pelo Conselho de Sentença do Júri. Eles respondem por homicídio qualificado e participação em organização criminosa.
De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime ocorreu no contexto de disputa por território entre facções criminosas. Conforme a apuração policial, Kauã Nascimento da Silva atuaria como pichador do Comando Vermelho. A família contesta essa versão, que também teria sido confirmada pelos autores do crime.
Entenda o caso
No fim da tarde de 6 de fevereiro de 2024, Kauã Nascimento da Silva estava em um dos quartos de uma casa pertencente a uma tia, localizada na Rua Baguari, quando o imóvel foi invadido por um homem armado. O suspeito foi até o local onde a vítima se encontrava e efetuou vários disparos à queima-roupa.
Embora tenha sido identificado logo após o crime, André Oliveira da Silva foi preso apenas em setembro, durante investigação da DHPP. Em depoimento à autoridade policial, ele confessou ter efetuado os disparos que mataram Kauã Nascimento e afirmou que a arma utilizada teria sido cedida por Denis da Rocha Monteiro, preso em seguida.
Ainda segundo André Oliveira, ele era amigo da vítima e teria recusado inicialmente a ordem para cometer o crime, mas afirmou ter sido pressionado por membros do chamado “tribunal do crime”, sob ameaça de morte caso não cumprisse a determinação.
A motivação do homicídio, conforme o depoimento, teria sido o fato de Kauã ter sido flagrado pichando muros e casas no bairro Taquari, área atribuída ao domínio do grupo criminoso Bonde dos 13, com a sigla do Comando Vermelho.


