Uma reunião realizada nesta quinta-feira (15), no 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM), reuniu empresários do Parque Industrial de Rio Branco, representantes do governo do Estado e da própria Polícia Militar para discutir o aumento de roubos, furtos e denúncias de extorsão na região. O encontro teve como objetivo alinhar estratégias para conter a criminalidade e garantir mais segurança para trabalhadores e empresas.
Ao ac24horas Play, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assur Mesquita, destacou a importância do Parque Industrial para a economia acreana, ressaltando que o espaço é fundamental para a geração de empregos e a manutenção das atividades econômicas. Segundo ele, o governo tem acompanhado de perto a situação enfrentada pelos empresários e trabalha na formação de uma associação empresarial no local, com o objetivo de dar um olhar mais atento às demandas do setor.

Foto: David Medeiros/ac24horas
Mesquita informou ainda que estão sendo avaliadas medidas para reforçar a segurança, como a implantação de um sistema de monitoramento por circuito fechado de TV (CFTV), com reconhecimento facial, além da criação de um modelo de vigilância colaborativa entre as empresas. A proposta é estabelecer uma comunicação mais direta com a Polícia Militar, garantindo maior agilidade no atendimento de ocorrências. “Estamos buscando mecanismos para garantir a integridade dos trabalhadores e o funcionamento das empresas, minimizando prejuízos”, afirmou.
Durante a reunião, o empresário Carlos Rocha, proprietário da Acrepan, relatou que os crimes se tornaram frequentes e passaram a fazer parte da rotina no Parque Industrial. Segundo ele, a situação afeta diretamente o dia a dia das empresas e dos colaboradores. “Isso virou rotina. Estamos cansados de perder nosso patrimônio e de colocar em risco a nossa equipe. Os furtos acontecem à noite, durante o dia, quando a empresa está fechada, e também há assaltos no trajeto dos funcionários até o trabalho”, declarou.

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Carlos Rocha destacou que os empresários se reuniram justamente para evitar que a violência seja tratada como algo normal. “A gente só quer trabalhar e produzir. Estamos em um parque industrial que gera emprego e renda para a população do Acre, mas não conseguimos trabalhar em paz. Nossa equipe vem trabalhar com medo”, enfatizou.
Além dos furtos e roubos, os empresários denunciaram casos de extorsão. De acordo com os relatos, criminosos estariam cobrando uma espécie de “mensalidade” para permitir que as empresas funcionem sem sofrer ataques. “A promessa é de que, pagando, não haverá assaltos ou roubos. Mas há empresários pagando e, mesmo assim, os crimes continuam acontecendo”, relatou.

Foto: David Medeiros/ac24horas
A tenente P. Marciel, do 2º BPM, avaliou a reunião como proveitosa e explicou que, conforme os registros da Polícia Militar, a principal ocorrência no Parque Industrial tem sido furtos. Ela informou que apenas uma empresa conta atualmente com vigilância privada e que os demais empresários se comprometeram a buscar alternativas para reforçar a segurança.
“Nós estabelecemos um canal de contato mais direto com os empresários e incentivamos o uso de outros recursos de segurança. A Polícia Militar tem feito o seu trabalho”, afirmou a tenente. Ela ressaltou ainda que o Parque Industrial está sob a responsabilidade do 2º Batalhão, que atua em 33 bairros de Rio Branco, e garantiu que a corporação irá estudar mecanismos para reforçar o policiamento e atender às demandas apresentadas pelos empresários.


