Faeac contesta cálculo do Sindcarnes e prevê plantel de 5,5 milhões de bovinos

A Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) contesta os números apresentados pelo Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Acre (Sindcarnes) sobre possível déficit de 150 mil bovinos, caso a saída de gado e a taxa de desfrute se mantenham as mesmas de 2025.


“Essa preocupação apresentada pelo Sindcarnes carece de melhor análise, principalmente em relação ao quantitativo do rebanho divulgado pelo Idaf”, afirmou o presidente da Faeac, Assuero Veronez.


O número divulgado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre da Declaração de Rebanho de 2025 aponta um plantel de 5.177.000 bovinos no Acre. Ocorre que ainda faltam ser contabilizados 12,5% dos proprietários que estão inadimplentes com a declaração. Para a federação, essa diferença deve responder a contento o que a indústria alega que faltará como insumo para as unidades frigoríficas neste ano de 2026. “O total declarado refere-se a oitenta e sete e meio por cento das propriedades”, reforça Veronez. “Estamos solicitando do Idaf o quantitativo de rebanho desses produtores inadimplentes para a gente ter a realidade do rebanho. Estimamos que, declarado esse rebanho, teremos um total superior a cinco milhões e quinhentas mil cabeças. É uma estimativa, com base nesses doze e meio por cento que faltaram declarar. Considerada a taxa de desfrute, como citou o Sindcarnes, teremos um total de um milhão e cem mil cabeças para abate”.


Para o diretor técnico do Idaf, o médico veterinário Vander da Rocha Melo, “a interpretação apresentada [pelo Sindcarnes] parece ter como base projeções de mercado. No entanto, é importante considerar que estimativas de capacidade potencial de abate nem sempre se confirmam na prática. Outro ponto relevante é que os dados disponibilizados pelo Idaf referem-se à Declaração de Rebanho realizada até 31 de dezembro, refletindo exclusivamente os produtores que cumpriram a obrigação dentro do prazo legal”.


Melo reforça que o papel do Idaf não permite “interpretações” dos dados gerados pelo instituto. “Quanto às análises de mercado futuro, não cabe a este órgão realizar esse tipo de avaliação. A atuação institucional limita-se à disponibilização dos dados oficiais, como forma de garantir transparência, os quais, por sua natureza, acabam subsidiando diferentes interpretações e debates no setor”, explicou.


A expectativa é de que o problema gerador da controvérsia entre Sindcarnes e Faeac (a postura do Governo do Estado em relação à saída de gado com cobrança de impostos abaixo do preço praticado no mercado) seja debatido no Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre.


 


 


 


Fonte:ac24Agro


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