O dólar fechou em baixa de 0,14% nesta segunda-feira (26), acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, no início de uma semana em que as atenções estarão voltadas para as decisões sobre juros no Brasil e nos EUA.
Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$ 5,280, no menor valor de fechamento desde os R$ 5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%.
Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — caía 0,30% na B3, aos R$5,2875.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,279
- Venda: R$ 5,280
O que aconteceu com dólar hoje?
A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa.
A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno.
“O dólar continua se enfraquecendo perante as outras moedas, e o nosso câmbio foi junto”, comentou durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp.
Após registrar a cotação máxima de R$ 5,2921 (+0,09%) às 9h49 — ainda na primeira hora de negócios –, o dólar à vista cedeu à mínima de R$ 5,2611 (-0,50%) às 12h58, em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também oscilavam perto das mínimas e o Ibovespa ameaçava virar para o positivo.
Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$ 5,30.
“Se continuarmos recebendo um bom volume de investimentos estrangeiros e tivermos novas quedas do dólar no exterior, há espaço para cotações abaixo dos R$ 5,25”, opinou Oliveira.
Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana.
O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas.
O diferencial entre as taxas de juros norte-americana e brasileira vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis distantes dos R$6,00 nos últimos meses.
No início do dia, o Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$ 68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no país foi positivo em US$ 77,676 bilhões.
No meio da manhã, o Banco Central vendeu apenas US$ 1 bilhão do total de US$ 2 bilhões ofertados em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos, para rolagem do vencimento de 3 de fevereiro.
Às 17h11, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,21%, a 97,016.


