Como os EUA usaram aviões de guerra eletrônica para “apagar” Caracas antes de ação

Um EA-18G Growler do esquadrão de teste e avaliação VX-9, equipado com tanques de combustível externos, dispositivos de interferência eletrônica e mísseis de ataque a radares e mísseis ar-ar guiados por radar (Foto da Divisão de Armas do Centro de Guerra Aérea Naval da Marinha dos EUA)

Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos lançaram uma ofensiva eletrônica decisiva que deixou partes de Caracas sem energia, abrindo caminho para a entrada dos helicópteros americanos e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.


A ação, que manteve o fator surpresa até o último momento, desorganizou as defesas do país e foi fundamental para o sucesso da operação, segundo os militares americanos.


Os protagonistas dessa guerra eletrônica foram os aviões Boeing EA-18G Growler, especializados em ataques cibernéticos e eletrônicos.


Equipados com sensores avançados, os EA-18G Growler têm a capacidade de bloquear radares, comunicações e até a rede elétrica, garantindo a passagem segura das forças especiais.


Um dos alvos principais foi o Cerro El Volcán, ponto estratégico para as comunicações da capital, que abriga a principal antena de transmissão de sinais e infraestrutura de comunicações via satélite.


Moradores de Caracas relataram apagões em diversos bairros no momento da incursão, informação confirmada pelo presidente Donald Trump, que atribuiu o sucesso à “expertise” americana em guerra eletrônica.


Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, a missão também teve como objetivo neutralizar os sistemas de defesa aérea venezuelanos, permitindo a passagem segura dos helicópteros que transportaram as tropas até pontos estratégicos, como o Forte Tiuna, onde Maduro foi capturado.


A ofensiva envolveu mais de 150 aeronaves, incluindo caças F-18, F-22 e F-35, bombardeiros B-1 e drones, que decolaram de cerca de 20 bases e navios da Marinha dos EUA espalhados pelo Caribe e outras regiões.


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