A situação da BR-364, entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, é considerada crítica devido à grande quantidade de buracos e erosões no pavimento. Em ônibus, o percurso de cerca de 680 quilômetros tem levado até 20 horas, enquanto de carro a viagem pode durar cerca de 14 horas.
Nesta quinta-feira (22), em Cruzeiro do Sul, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Acre, Ricardo Araújo, anunciou que uma operação tapa-buracos será iniciada em fevereiro. A meta, segundo ele, é devolver à rodovia condições semelhantes às de 2024, quando o trajeto entre a capital e o Vale do Juruá era feito em cerca de seis horas.
“Já vamos começar a fazer o tapa-buraco agora em fevereiro, graças ao orçamento que foi votado em dezembro, diferente do ano de 2025, que só foi votado em abril. Nós acabamos recebendo o recurso em julho, perdemos dois meses de verão no ano passado. Vamos fazer um tapa-buraco saindo de Rio Branco até Cruzeiro do Sul, tampando os buracos todos. Após feito esse serviço, nós vamos voltar para fazer capas sobrecapas, fazer remendo profundo, substituição de solo, botando capa e macadame também. Então nós vamos fazer essa operação para esse ano de 2026, se Deus quiser, é deixar essa rodovia como estava em 2024, que se gastava seis horas para fazer em 2024”, afirmou.

Foto: Sandra Assunção/ac24horas
Macadame
Além da manutenção, o Dnit anunciou a licitação de 100 quilômetros de pavimentação em macadame no trecho entre Sena Madureira e Manoel Urbano, além de mais 20 quilômetros após o município. O superintendente destacou que esse tipo de pavimento é geralmente utilizado em rodovias com fluxo superior a oito mil veículos por dia, enquanto a BR-364 no Acre registra entre 1.500 e 1.800 veículos diários, o que torna a medida um avanço significativo para o estado.
Ele ressaltou ainda que será necessário apoio político para garantir mais recursos para a reconstrução da rodovia, e não apenas para manutenção. “Eu vim pedir ajuda às prefeituras, aos deputados, de que precisamos unir forças, porque o presente já foi dado. O presidente da República já nos deu um macadame, que é um pavimento que só se usa em rodovias de acima de 8 mil carros por dia, e nós estamos aqui com 1.500 a 1.800 carros por dia. Então já ganhamos esse presente que o macadame, que já está aprovado para o Acre. Agora, em cima disso, nós temos que nos unir, porque ele é um pavimento caro. Só depender do orçamento do Dnit, nós vamos ter só para manutenção e um pouco de reconstrução. Mas o ideal é que, se nós nos unirmos, termos força para pedir em Brasília mais recursos para a área da reconstrução, além da manutenção”, concluiu.

