Autoridades chinesas negaram nesta quinta-feira (8) qualquer envolvimento em um suposto ataque cibernético contra sistemas de e-mail usados por assessores de comitês do Congresso dos Estados Unidos.
A manifestação ocorreu após reportagens indicarem que um grupo de hackers ligado à China teria comprometido comunicações internas de parlamentares americanos.
Segundo o Financial Times, hackers associados a um grupo conhecido como Salt Typhoon teriam acessado contas de e-mail utilizadas por assessores de comissões consideradas estratégicas na Câmara dos Representantes. Entre elas estariam os comitês sobre China, Relações Exteriores, Inteligência e Forças Armadas.
As informações foram reproduzidas pela Reuters, que citou fontes familiarizadas com o assunto.
De acordo com o relato, as invasões teriam sido detectadas em dezembro. Não há confirmação de que e-mails de congressistas tenham sido acessados. Também não foram identificados os funcionários que teriam sido afetados.
A Reuters afirmou não ter conseguido verificar de forma independente as informações divulgadas.
Durante coletiva de imprensa regular, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, classificou as acusações como “desinformação politicamente motivada”.
Procurados, a Casa Branca e os comitês da Câmara supostamente afetados não responderam aos pedidos de comentário. O FBI também se recusou a comentar o caso.
Anteriormente, um porta-voz da embaixada chinesa em Washington já havia rejeitado as acusações, classificando-as como infundadas.
Legisladores americanos e seus assessores, especialmente aqueles ligados às áreas de defesa e inteligência, são alvos frequentes de tentativas de ciberespionagem. Relatos de ataques ou tentativas de invasão surgem de forma recorrente.
Suspeitas de ciberespionagem envolvendo o Congresso não são novidade
Em novembro, o Sargento de Armas do Senado alertou os gabinetes sobre um incidente cibernético. Na ocasião, hackers poderiam ter acessado comunicações entre o Escritório de Orçamento do Congresso e alguns escritórios do Senado.
O grupo Salt Typhoon já foi alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos no início do ano passado. Washington acusa seus integrantes (supostamente ligados à inteligência chinesa) de coletar dados de comunicações telefônicas e mensagens interceptadas de autoridades e cidadãos americanos.
Pequim nega reiteradamente qualquer envolvimento em operações desse tipo.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a extensão do suposto ataque, o número de contas afetadas ou os dados que possam ter sido comprometidos.


